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| 27 de abril de 2009 |
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Tema da Semana |
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| Introdução da informática no ambiente escolar depende de política educacional sólida em comum acordo com escola e pais |
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| Eziquiel Menta, especialista em Informática Educativa e assessor técnico-pedagógico da Diretoria de Tecnologia Educacional da Secretaria de Educação do Paraná |
A informática adquiriu grande importância para a sociedade e sua utilização como instrumento de aprendizagem vem aumentando de forma rápida no meio educacional. Assim, a educação vem passando por mudanças estruturais frente a essa nova tecnologia. O principal objetivo ao adaptar a informática ao currículo escolar está na utilização do computador como instrumento de apoio às matérias, além de preparar os alunos para uma sociedade informatizada. Hoje, não é preciso justificar a introdução da informática na escola, o que vem sendo questionado, no entanto, é a forma como está ocorrendo. No início, quando as escolas começaram a introduzir a informática no ensino, percebeu-se uma intenção de modernização, com aulas, em sua maioria, descontextualizadas, sem vínculo com as disciplinas, visando apenas o contato com a nova tecnologia. Percebendo o potencial da ferramenta, algumas escolas introduziram a informática educativa, que, além de promover o contato com o computador, tinha como objetivo utilizá-lo como instrumento de apoio à aprendizagem. Em entrevista exclusiva à TIC Educação, Eziquiel Menta, especialista em Informática Educativa e assessor técnico-pedagógico da Diretoria de Tecnologia Educacional da Secretaria de Educação do Paraná, e Ronaldo Barbosa, coordenador de EaD da pós-graduação da Anhanguera Educacional, falaram sobre a melhor forma de introduzir a informática no ambiente escolar. Para eles, é preciso uma política pública educacional sólida e que pais, alunos e professores sejam sempre consultados.
TIC – Qual a melhor forma de introduzir a informática no ambiente escolar? O que deve ser analisado?
Eziquiel Menta – Acredito que um bom começo seria se gestores e governantes fizessem essa pergunta aos professores, alunos e comunidade escolar, antes de enviar os "pacotes prontos" para as escolas. Observe que aqui não me limito apenas à informática, mas sim, a todas as tecnologias disponíveis. Infelizmente a prática comum no Brasil é a de envio de soluções tecnológicas para as escolas, sem nenhum critério ou avaliação prévia. Como conseqüência, estas não refletem as necessidades ou opiniões dos principais envolvidos no processo de ensino-aprendizagem, nossos alunos e educadores. É necessário pensar em uma formação continuada que prepare os docentes a reconhecerem nas tecnologias existentes, bem como nas que podem ser adquiridas, possibilidades pedagógicas para a aprendizagem e inclusão social em nossas escolas. Este seria um bom começo. Diria que a melhor forma de introduzir a informática, bem como as demais tecnologias no ambiente escolar, seria construir uma política educacional sólida, com objetivos traçados em comum acordo com a escola.
Ronaldo Barbosa – Não saberia dizer qual a melhor forma porque isso depende de muitas variáveis do ambiente escolar: formação dos professores, perfil dos alunos, linha pedagógica da escola, condições materiais. Cada variável tem um peso e influirá na direção a ser tomada. Iniciaria levantando requisitos sobre expectativas de uso e restrições como recursos disponíveis, prazo, e qualidade do que se pretende fazer, tendo uma idéia de até onde se pode chegar. Começaria com uma consulta junto aos pais, alunos e professores – sempre dependemos das pessoas para construir coisas novas, a inovação nunca está na tecnologia por si mesma. O "brainstorming" neste caso é fundamental, a informática na escola não deveria ser imposta, vir de cima para baixo, pessoas envolvidas devem ser consultadas antes de qualquer decisão.
TIC – Qual a importância da utilização da informática como instrumento de aprendizagem e sua ação no meio social?
Eziquiel Menta – Vou responder com outras questões: afinal, o que define os conteúdos que devem compor o currículo das escolas? Não seriam os conhecimentos adquiridos pela humanidade ao longo de toda sua existência sem os quais não teríamos evoluído tanto? Conhecimentos estes que devem ser garantidos na aprendizagem de nossos alunos? E, por acaso, a utilização dos recursos tecnológicos e da mídia, de modo geral, não se encontram inseridos nesta gama de conhecimentos? Neste sentido, não podemos desconsiderar da grade de conhecimentos que acreditamos serem importantes para a formação de um cidadão crítico e autônomo, assuntos como: a influência da mídia sobre a opinião pública, as diferentes formas de comunicação e distribuição de informação propiciadas pela Internet, as comunidades de aprendizagem, o movimento de construção de uma cultura livre, os novos tipos de negócio, etc. Como, nos dias atuais, podemos simplesmente desconsiderar dos nossos currículos os avanços tecnológicos e culturais que estamos passando? Com certeza a falta de acesso as tecnologias de informação e comunicação podem aumentar ainda mais a exclusão social já existente.
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| Ronaldo Barbosa, coordenador de EaD da pós-graduação da Anhanguera Educacional |
Ronaldo Barbosa – Com o volume imenso de novas informações que são gerados atualmente, o computador torna-se instrumento não só de difusão, mas de filtragem dessa informação, de resignificação e subjetivação, de forma a transformá-la em efetivo conhecimento. Há autores que insistem em dizer que a informática não torna as crianças mais espertas ou mais preparadas. É possível, mas se o mundo tecnológico faz parte da cultura do jovem de hoje, a escola e os professores não podem simplesmente virar as costas e ignorar o que está acontecendo. Esse é o argumento mais honesto que conheço para justificar a informática na escola.
TIC – Antes era necessário justificar a introdução da informática na escola. Hoje já existe consenso quanto à sua importância. Qual a necessidade de introduzir a informática na grade curricular?
Eziquiel Menta – Não acredito que a informática deva ser pensada como disciplina específica na grade curricular das nossas escolas de ensino fundamental. Ensinar como utilizar planilhas eletrônicas, editores de texto, linguagens de programação, etc, estão mais relacionados a um curso técnico. Se pensasse em uma disciplina proporia uma discussão sobre tecnologia e sociedade. Porém, ao desconsiderar a necessidade de uma disciplina específica de informática, acredito (e muito) na necessidade da utilização de recursos tecnológicos para o ensino das atuais disciplinas. Hoje um professor de qualquer área não precisa ser um expert em informática para encontrar na internet sites, vídeos, imagens e tantos outros recursos que podem favorecer e potencializar a aprendizagem de determinados conteúdos de sua disciplina.
Ronaldo Barbosa – Os argumentos são bem conhecidos: vivemos em um mundo cada vez mais tecnológico, quanto antes as pessoas adentrarem nesse ambiente, melhores as chances no mercado de trabalho etc. São argumentos nem sempre bons se você se aprofunda um pouco nas questões mas parece-me que a questão é outra: cada vez temos menos tempo livre e passamos cada vez mais tempo na frente do computador, não importa nossa vontade ou área de atuação. O que ganhamos e o que perdemos com isso é realmente sério. A escola poderia orientar o jovem em como aproveitar o computador de forma mais saudável, criativa e me arrisco até a dizer, autoral. O problema é que isso depende de os professores terem essa capacidade desenvolvida, o que não é nada comum, pois eles mesmos não tiveram essa formação e as mesmas oportunidades. Têm que construí-la por conta própria neste momento.
TIC – É importante que o professor possa refletir sobre essa nova realidade, repensar sua prática e construir novas formas de ação. Assim, qual o maior desafio para o esse profissional?
Eziquiel Menta – Penso que o professor possui muitos desafios e entre eles destaco três:
1) O primeiro seria um compromisso pessoal. Trata-se de assumir sua posição de educador e compreender que utilizar as tecnologias em suas aulas não deve ser encarado nem como “movimento pedagógico hi-tech” (entrar em sala de aula com controle remoto e microfones nas mãos e continuar reproduzindo as práticas de séculos passados) nem tão pouco imaginar que estes recursos serão a salvação de todos os problemas de aprendizagem dos alunos. Há de se encontrar um equilíbrio entre utilização e possibilidades reais de mudanças na aprendizagem a partir do uso destas ferramentas. Mas, para isso é preciso ultrapassar o senso comum que muitas vezes dita os rumos das discussões sobre tecnologia na educação, é preciso leitura e estudo sobre o assunto. Os professores precisam descobrir que existem teóricos comprometidos que discutem a tecnologia há algum tempo, propondo reflexões e inclusive, discutindo possibilidades de uso.
2) O segundo desafio é lutar por uma política educacional que garanta a valorização dos profissionais da educação, a reflexão, opinião e acompanhamento da sociedade nos programas de governo (seja municipal, estadual ou federal) e principalmente que possibilite a CONTINUIDADE dos projetos que chegam às escolas.
3) Como terceiro (mas não último), diria que seria lutar para que em tais projetos tivéssemos menos marketing e mais compromisso. Propiciar infra-estrutura tecnológica adequada aos espaços escolares, computadores com acesso a internet banda larga, garantia de manutenção e atualização dos equipamentos adquiridos. Tornando assim as salas de aula espaços emancipatórios, que ampliem as conexões de alunos e educadores com o mundo.
Ronaldo Barbosa – O professor deveria aprender a se posicionar como estudante, voltar a estudar. Não atravessamos apenas uma mudança de hábitos sociais, é uma revolução profunda que traz riscos e oportunidades. Ler sobre videogames, sobre redes sociais, comportamento dos jovens, sobre ciência e tecnologia no mundo de hoje...são todas questões interligadas. Debater essas questões com alunos e colegas professores é fundamental não importa a disciplina que ele trabalhe. Tudo está mudando, precisamos acelerar as mudanças também na escola e o professor deveria ser a força-motriz dessa mudança. Pesquisa recente da Fundação Getúlio Vargas indicou que entre os jovens fora da escola, 45% a abandonaram por considerar a escola desinteressante. O grande risco é o abandono, o desinteresse do aluno, não importa se ele freqüente fisicamente a escola ou não. |
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ALERTAS DA SEMANA |
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Aula pública debate amanhã educação de jovens e adultos, alfabetização, leitura e escrita no país.
Um em cada dez brasileiros com mais de 14 anos de idade é analfabeto e mais de 77 milhões de pessoas não desenvolveram o hábito da leitura no Brasil. Os números mostram o enorme déficit educacional que será abordado pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação, em parceria com a Unesco e com a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, em uma aula pública para debater educação de jovens e adultos, alfabetização, leitura e escrita no país. O evento acontece amanhã (28), às 14h30, no gramado do Congresso Nacional, e faz parte da Semana de Ação Mundial 2009. São mais de 14 milhões de pessoas sem saber ler e escrever, 53% (7,6 milhões) só na região Nordeste. Negros e moradores de zonas rurais são em geral mais afetados pelo analfabetismo que brancos e residentes urbanos. Cerca de 40 milhões de brasileiros não se interessam por leitura e outros 25 milhões não têm acesso à bibliotecas ou dinheiro para comprar livros. Menos de 30 dos mais de 1,5 mil cursos de pedagogia do país destinam atenção específica à formação de educadores de jovens e adultos. Nos presídios brasileiros, 330 mil jovens e adultos não completaram a educação básica.
Ministro lança Catálogo Nacional de Cursos Técnicos.
Os estudantes brasileiros ganharão mais uma ferramenta para facilitar a escolha profissional. O ministro da Educação, Fernando Haddad, lançou, na sexta-feira (24), o Catálogo Nacional de Cursos Técnicos. O catálogo agrupa os cursos com base nas características científicas e tecnológicas de cada um, de forma a unificar as diversas definições para um mesmo perfil. Em formato e linguagem claros, facilita a busca e a consulta. São 185 denominações de cursos técnicos, 21 deles de oferta exclusiva por parte das Forças Armadas em suas escolas de formação. Na elaboração do catálogo, especialistas de todo o país usaram informações contidas no antigo Cadastro Nacional dos Cursos Técnicos, alimentado pelos conselhos estaduais de educação. Após ficar aberto para consulta pública, o documento reduziu as 2,8 mil denominações de cursos para 185. Mais informações no site www.mec.gov.br.
UnB realiza ciclo “Construção do conhecimento científico e tecnológico”.
A Universidade de Brasília (UnB) realiza palestras com o tema “Construção do conhecimento científico e tecnológico”. As exposições serão realizadas hoje (27) e na próxima segunda-feira (04), das 10h às 12h, no Auditório da Reitoria da UnB, campus Darcy Ribeiro. As palestras serão proferidas por Ronaldo Mota, professor da Universidade Federal de Santa Maria e Assessor Especial do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Mais informações pelo email ceam@unb.br. |
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Entrevista |
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| 7º Seminário Nacional ABED de Educação a Distância demonstrará como plataformas tecnológicas podem ser utilizadas na EaD |
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| João Mattar, coordenador do 7º SENAED |
A Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) realizará seu 7º Seminário Nacional de Educação a Distância (SENAED). O evento, que acontece entre 23 e 31 de maio de 2009, vem com uma novidade: pela primeira vez será totalmente a distância. O tema central do seminário é a “Polifonia na Docência e Aprendizagem Online”, envolvendo os diversos canais e as diversas vozes que participam da educação online. As atividades serão realizadas tendo sempre como referência os conceitos de interatividade e bidirecionalidade. As atividades envolverão palestrantes e moderadores que se destacam na prática e reflexão sobre EaD, contando com o apoio de diversos polos distribuídos pelo país. Os trabalhos e palestras apresentados durante o evento, assim como o resultado das discussões e construções coletivas, serão publicados no primeiro número da Revista da ABED, a ser lançada durante o 15° CIAED. O SENAED envolverá inúmeras atividades síncronas e assíncronas em diversas plataformas, como listas de discussão por email, ambientes virtuais de aprendizagem, redes sociais, blogs, wikis, podcasts, vídeos, videoconferências, rádio, televisão, games e mundos virtuais. Em entrevista exclusiva à TIC Educação, João Mattar, coordenador do evento, disse que um dos objetivos do 7º seminário é demonstrar como essas ferramentas podem ser adequadamente utilizadas na educação a distância. Segundo ele, o evento pretende, também, discutir o grau de proximidade que é possível alcançar com essas ferramentas e tecnologias entre os diversos personagens que participam da EaD.
TIC – O que abordará o 7º Seminário Nacional ABED de Educação a Distância?
João Mattar – O programa está disponível no site da ABED (www.abed.org.br/seminario2009/programa.htm), mas vale ressaltar que é um programa ainda em construção. Deveremos ter algumas mudanças até perto do seminário, então estamos solicitando que todos retornem ao programa na semana do dia 18 de maio para conferir a versão final. Os debates abordarão temas polêmicos. Um interesse especial será dedicado à formação para a docência online e ao personagem "tutor", incluindo sua contratação, remuneração, formação e qualificação. Outros temas a serem discutidos no evento: o papel do Ministério da Educação (MEC) na regulação da EaD e a situação da Universidade Aberta do Brasil (UAB), pós-graduação stricto sensu a distância, a introdução da EaD no ensino médio, direitos autorais e plágio em EaD, e educação a distância corporativa.
TIC – Quais as novidades para esta sétima edição?
João Mattar – São várias novidades para a sétima edição do SENAED. Em primeiro lugar, ele será realizado, pela primeira vez, totalmente a distância. Além disso, será gratuito, com a maioria das atividades abertas (ou seja, mesmo quem não se inscrever para o evento poderá participar dessas atividades). A inscrição no evento - que é gratuita, mas pressupõe a associação à ABED - dará direito à participação em algumas atividades fechadas, em que há limite de participantes, ao certificado de participação no evento, ao primeiro número da Revista da ABED, que sairá após o evento, a enviar trabalhos para o 15º Congresso Internacional de Educação a Distância (CIAED) e demais benefícios da associação à ABED. O 7º SENAED envolverá ainda atividades em diversas plataformas, como: listas de discussões, fóruns, ambiente virtual de aprendizagem, redes sociais, blogs, wiki, podcasts, vídeos, videoconferências, webconferências, mashups, mapas mentais, televisão, games e mundos virtuais. Um dos objetivos do evento é demonstrar, na prática, como essas diferentes ferramentas podem ser adequadamente utilizadas em EaD.
TIC – De que forma as ferramentas tecnológicas, como blogs, wikis, televisão, entre outras, podem ser utilizadas na educação a distância?
João Mattar – Este é um dos temas gerais que será não apenas discutido durante o evento, mas principalmente demonstrado, já que blogs, wikis e televisão, dentre outros, serão utilizados como plataformas para as atividades durante o evento. Essas são as plataformas que os nossos alunos, de ensino fundamental, médio e superior, habitam hoje em dia, então nada mais natural do que utilizá-las em EaD para se comunicar com esses alunos. O que se costuma chamar de Web 2.0, incluindo mundos virtuais e games, demonstrou-se uma macro-plataforma para a educação, muito mais interessante e atraente do que os Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVAs), inicialmente desenvolvidos para a EaD. É muito provável que esses AVAs fiquem desertos nos próximos anos, e a educação migre para essas plataformas informais da Web 2.0.
TIC – Entre os debates, atenção especial à formação para a docência online. Qual o cenário dos cursos a distância para formação de professores no Brasil?
João Mattar – Este é um "problema" que pretendemos discutir como tema principal do evento. Um dos objetivos principais da UAB é justamente contribuir, a distância, para a formação de professores no nosso país. Entretanto, os métodos e a estrutura geral da UAB têm sido bastante questionados, então pretendemos desenvolver uma discussão intensa nesses nove dias de seminário sobre o tema. Mas, repare que formação para a docência online não significa formar professores para formar professores, mas sim formar professores para atuarem em EaD. Então, pretendemos discutir quais são as características do docente online, que tipo de formação ele precisa, o que é exatamente um "tutor" etc.
TIC – Outro assunto que será debatido é a qualidade dos cursos desenvolvidos na modalidade a distância. Quais fatores tornam um sistema de EaD efetivo e de qualidade?
João Mattar – A Secretaria de Educação a Distância (SEED) do MEC tem trabalhado nesse sentido, desenvolvendo os Referenciais de Qualidade para Educação a Distância. O tema geral da 22° Conferência Mundial de Educação a Distância, realizada em 2006 no Rio de Janeiro, foi: Promoting Quality in On-line, Flexible and Distance Education. Essa é uma preocupação constante, porque existe ainda muita resistência em relação à EaD, então quem trabalha (com seriedade) na área, tem procurado medir e demonstrar a efetividade da modalidade. A discussão começaria com uma discussão filosófica: o que é qualidade e o que é efetividade? O que deveríamos medir? Alguns estudos recentes, por exemplo, comparam os resultados de alunos de cursos presenciais e a distância, mostrando melhor desempenho dos alunos de EaD em diversas áreas. Outra forma de medir os resultados com EaD seria a empregabilidade. É possível também comparar os currículos e as atividades, enfim, a discussão é bastante aberta porque precisa primeiro da definição de parâmetros, com o que os especialistas nem sempre concordam. Por isso, é um tema ideal para um evento como este, o SENAED.
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Artigo |
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| A educação que desejamos |
José Manuel Moran*
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| José Manuel Moran, especialista em projetos inovadores na educação presencial e a distância |
A educação tem que surpreender, cativar, conquistar os estudantes a todo momento. A educação precisa encantar, entusiasmar, seduzir, apontar possibilidades e realizar novos conhecimentos e práticas. O conhecimento se constrói a partir de constantes desafios, de atividades significativas, que excitem a curiosidade, a imaginação e a criatividade.
A escola é um dos espaços privilegiados de elaboração de projetos de conhecimento, de intervenção social e de vida. É um espaço privilegiado de experimentar situações desafiadoras do presente e do futuro, reais e imaginárias, aplicáveis ou limítrofes. Para promover o desenvolvimento integral da criança e do jovem só é possível com a união do conteúdo escolar com a vivência em outros espaços de aprendizagem.
Quanto mais tecnologias avançadas, mais a educação precisa de pessoas humanas, evoluídas, competentes, éticas. São muitas informações, visões, novidades. A sociedade torna-se cada vez mais complexa, pluralista e exige pessoas abertas, criativas, inovadoras, confiáveis.
Caminhamos para ter aulas com acesso wireless, que favorecem que a transformação, realmente, em aulas-pesquisa aconteça com facilidade. Aulas com cada vez menos momentos presenciais e mais conectados.
Caminhamos para ter as cidades digitais, conectadas, o acesso podendo ser feito de qualquer lugar e a qualquer hora e com equipamentos acessíveis. Quanto mais acesso, mais necessidade de mediação, de pessoas que inspirem confiança e que sejam competentes para ajudar os alunos a encontrar os melhores lugares, os melhores autores e saber compreendê-los e incorporá-los à nossa realidade. Quanto mais conectada a sociedade, mais importante é termos pessoas afetivas, acolhedoras, que saibam mediar as diferenças, facilitar os caminhos, aproximar as pessoas.
Educar é um processo complexo, que exige neste momento mudanças significativas. Investindo na formação de professores no domínio dos processos de comunicação envolvidos na relação pedagógica e no domínio das tecnologias, poderemos avançar mais de pressa, sempre tendo consciência de que em educação não é tão simples mudar, porque há toda uma ligação com o passado que é necessário manter e também uma visão de futuro à qual devemos estar atentos. Não nos enganemos. Mudar não é tão simples e não depende de um único fator. O que não podemos é cada um jogar a culpa nos outros para justificar a inércia, a defasagem gritante entre as aspirações dos alunos e a forma de preenchê-las. Se os administradores escolares investirem em formação humanística dos educadores e no domínio tecnológico, poderemos avançar mais.
Estamos caminhando para uma aproximação sem precedentes entre os cursos presenciais (cada vez mais semi-presenciais) e os a distância . Os presenciais terão disciplinas parcialmente a distância e outras totalmente a distância. E os mesmos professores que estão no presencial-virtual começam a atuar também na educação a distância. Teremos inúmeras possibilidades de aprendizagem que combinarão o melhor do presencial (quando possível) com as facilidades do virtual.
Em poucos anos dificilmente teremos um curso totalmente presencial. Por isso caminhamos para muitas fórmulas de organização de processos de ensino-aprendizagem. Vale a pena inovar, testar, experimentar, porque avançaremos mais rapidamente e com segurança na busca destes novos modelos que estejam de acordo com as mudanças rápidas que experimentamos em todos os campos e com a necessidade de aprender continuamente.
Caminhamos para formas de gestão menos centralizadas, mais flexíveis, integradas; para estruturas mais enxutas. Está em curso uma reorganização física dos prédios: Menos quantidade de salas de aula e mais funcionais, todas com acesso à Internet. Os alunos começam a utilizar o notebook para pesquisa, para busca de novos materiais, para solução de problemas. O professor universitário também está conectando-se mais em casa e na sala de aula e tem mais recursos tecnológicos para exibição de materiais de apoio para motivar os alunos e ilustrar as suas idéias. Teremos mais ambientes de pesquisa grupal e individual em cada escola; as bibliotecas se converterão em espaços de integração de mídias, software, bancos de dados e assessoria. Haverá uma aproximação sem precedentes entre organizações educacionais e corporativas.
O processo de mudança na educação não é uniforme nem fácil. Iremos mudando aos poucos, em todos os níveis e modalidades educacionais. Há uma grande desigualdade econômica, de acesso, de maturidade, de motivação das pessoas. Alguns estão preparados para a mudança, outros muitos não. É difícil mudar padrões adquiridos (gerenciais, atitudinais) das organizações, governos, dos profissionais e da sociedade.
As possibilidades educacionais que se abrem e os problemas são imensos. Haverá uma mobilidade constante de grupos de pesquisa, de professores participantes em determinados momentos, professores da mesma instituição e de outras. Muitos cursos poderão ser realizados a distância com som e imagem, principalmente cursos de atualização, de extensão. As possibilidades de interação serão diretamente proporcionais ao número de pessoas envolvidas.
Os problemas também serão gigantescos, porque não temos experiência consolidada de gerenciar pessoas individualmente e em grupo, simultaneamente, a distância. As estruturas organizativas e currículos terão que ser muito mais flexíveis e criativos, o que não parece uma tarefa fácil de se realizar.
Numa sociedade em mudança acelerada, além da competência intelectual, do saber específico, é importante termos muitas pessoas que nos sinalizem com possibilidades concretas de compreensão do mundo, de aprendizagem experimentada de novos caminhos, de testemunhos vivos -embora imperfeitos- das nossas imensas possibilidades de crescimento em todos os campos.
O que faz a diferença no avanço dos países é a qualificação das pessoas. Encontraremos na educação novos caminhos de integração do humano e do tecnológico; do racional, sensorial, emocional e do ético; do presencial e do virtual; da escola, do trabalho e da vida em todas as suas dimensões.
*José Manuel Moran é especialista em projetos inovadores na educação presencial e a distância. Texto complementar do seu livro “A educação que desejamos: novos desafios e como chegar lá”, da Editora Papirus.
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Por Dentro |
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| Enem deve ser usado também como parte do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes |
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| Reynaldo Fernandes, presidente do Inep |
Além de substituir o vestibular, o novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deve ser usado como parte do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), feito por alunos de faculdades, universidades e centros universitários do País. Hoje, alunos do primeiro e do último ano de cursos de graduação precisam realizar a prova. A intenção do Ministério da Educação (MEC) é que os jovens que fizerem o novo Enem ao fim do ensino médio sejam dispensados do Enade aplicado aos calouros. A mudança deve ocorrer no ano que vem, mas já está sendo organizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do MEC responsável pelas avaliações. Este é o primeiro ano em que o Enade será obrigatório para todos os calouros e formandos dos cursos avaliados. Até 2008, o exame era feito por amostragem. Mais de 1 milhão de pessoas ingressam no ensino superior por ano no País. Será a primeira vez também que o Enem passará a ser elaborado para que seu resultado possa ser comparado ano a ano. Até então, a prova tinha um nível de dificuldade diferente a cada edição. As duas mudanças vão ajudar na comparação de Enem e Enade em 2010. "Não é preciso ter exames idênticos para se comparar, e sim instrumentos capazes de medir o potencial de aprendizado dos alunos, como o novo Enem", diz o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes. |
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| Governo antecipa R$ 1 bilhão do Fundeb |
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O Governo Federal anunciou a antecipação dos repasses da complementação da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) a nove estados brasileiros e seus municípios. Com a medida, os estados de Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco e Piauí e seus municípios receberão R$ 1,06 bilhão a mais, a partir deste mês até julho. Sem a antecipação, os estados e municípios contemplados receberiam R$ 1,66 bilhão em repasses da complementação do Fundeb a partir deste mês até julho. Após a alteração no cronograma, passarão a receber R$ 2,72 bilhões neste período. Após o mês de julho, entretanto, estes estados receberão menos do que era previsto anteriormente. O volume total de repasses da complementação ao Fundeb foi mantido em R$ 5,07 bilhões para este ano pelo Governo Federal. O Ministério da Fazenda informou que o objetivo da medida é reduzir os efeitos da queda dos repasses dos fundos de participação dos estados e municípios verificada no primeiro trimestre deste ano. A queda dos repasses do governo aos estados e municípios, por meio do chamado “fundo de participação”, tem acontecido este ano por conta da crise financeira internacional - que diminuiu o nível de atividade, e, com isso, gerando uma queda na arrecadação de impostos do Tesouro Nacional. Essa é a terceira medida anunciada recentemente pelo governo para proporcionar mais recursos aos municípios e estados. Neste mês, já foi anunciada a edição de uma Medida Provisória para repor R$ 1 bilhão aos municípios e o crédito de até R$ 4 bilhões, via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), para os estados. |
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| SUCESU-SC inaugura Centro Educacional |
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| Carlos Eduardo Nascimento, presidente da Sucesu-SC |
A Associação de Usuários de Informática e Telecomunicações de Santa Catarina (SUCESU-SC) tornou-se referência em treinamentos na área de TI ao longo dos seus 34 anos de existência. Para reforçar e ampliar essa atuação, diante das demandas que o próprio mercado está apresentando, a nova diretoria está lançando no mês de abril o Centro Educacional SUCESU-SC. Novos cursos, metodologias (a distância, in company, etc.), seminários, palestras, workshops e fóruns serão implementados, com novos parceiros, com o objetivo de atender demandas empresariais, em todos os seus segmentos, como por exemplo, recursos humanos. Como os cursos são homologados pela Secretaria Estadual de Educação (SEE/SC), haverá dois estilos de certificação: participação e aproveitamento, de acordo com a natureza e objetivo dos cursos. Alguns cursos oferecidos este ano serão Gerenciamento de Projetos, ITIL V2, Economia da Segurança, Desenvolvimento de Aplicações WEB com ASP, COBIT, BPM e Segurança em Automação e Redes SCADA, entre muitos outros. Entre os objetivos do Centro Educacional está o de auxiliar as empresas associadas no processo de transformar informação em conhecimento para a obtenção da competitividade. Assim, a instituição também vai implantar serviços de assessoria e consultoria. "Estamos trabalhando para construir uma forte imagem de qualidade, eficiência e confiabilidade, firmando parcerias com instituições renomadas de todo o País. Isso tudo dentro de um projeto que não visa concorrer com as atuais escolas de formação, mas sim incentivar a realização de cursos ainda não existentes em Santa Catarina ou com parceiros locais", afirma Carlos Eduardo Nascimento, presidente da instituição. "O mercado de TI passa por grandes transformações e está em constante mudança, sendo necessária a atualização frequente por parte dos profissionais do ramo. É nesse sentido que a criação do Centro Educacional vem contribuir, unindo o empresariado ao mercado de trabalho", explica Nascimento. |
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| Municípios ignoram fundamental de nove anos |
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Mais de 800 municípios em 17 estados brasileiros ainda não implantaram o ensino fundamental de nove anos determinado pela Lei 11.247/2006. Entre os estados que concentram o maior número de cidades nessa situação está São Paulo, com 354 cidades, seguido pela Bahia, 141, Pará, 92, e o Maranhão, 89. A partir de 2010, a matrícula de estudantes de seis anos será obrigatória. A maioria dos municípios que ainda não adotou o novo sistema afirma que falta estrutura física e professores para atenderem a nova demanda. Segundo a coordenadora geral do ensino fundamental do Ministério da Educação (MEC), Edna Martins Borges, a renovação em 70% das secretarias de Educação nas últimas eleições municipais colaboraram para o atraso na implementação. "Alguns secretários ainda não se deram conta de que o prazo de implantação termina no final do ano", ressalta Edna. Por lei, a responsabilidade financeira da ampliação de escolas e a contratação de professores é responsabilidade de estados e municípios. O Ministério da Educação garante que está realizando um esforço concentrado para ajudar essas cidades. Mas esse apoio ficará, a princípio, no âmbito de instruir na re-elaboração da proposta pedagógica das secretarias de educação e do projeto político-pedagógico das escolas. Para tanto, o ministério encomendou ao Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais uma publicação que orienta como trabalhar a linguagem e a escrita com alunos de seis anos. Edna ressalta, no entanto, que alguns municípios poderão pedir mais recursos para a ampliação das escolas por meio do Plano de Ação Articulada (PAR), a partir do segundo semestre desse ano, quando haverá um monitoramento nacional do programa do MEC. |
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| Representantes do MEC, docentes e estudantes divergem sobre Reuni |
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| Amaro Henrique Pessoa Lins, reitor da Universidade Federal de Pernambuco |
Em audiência pública realizada na Comissão de Educação, Cultura e Esportes, na última quarta-feira (22), representantes do Ministério da Educação, dos docentes e dos estudantes manifestaram divergência em relação ao Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), do Governo Federal. O representante da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), Rodrigo Ramalho Filho, disse que o Reuni foi criado exatamente para atender às reivindicações dos estudantes. Entre os principais objetivos do programa, ressaltou, está a expansão das universidades para as cidades do interior. Segundo ele, a interiorização da universidade poderá gerar, nas cidades em que são instaladas, impacto positivo nos setores político, social, econômico e ambiental. Quem também defendeu o Reuni foi o presidente da Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Amaro Henrique Pessoa Lins. Ele ressaltou a desigualdade de acesso à educação superior pública, informando que, no Nordeste, apenas 6,5% dos estudantes ingressam na universidade, percentual que chega a 17% nas regiões Sul e Sudeste. Já para os estudantes, o Reuni representa expansão com redução de qualidade. Tal posição foi manifestada pela representante do movimento pela revogação do Reuni e da diretora de Assistência Estudantil da União dos Estudantes da Bahia (UEB), Maíra Gentil, que participou de debate sobre o tema no Senado. |
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| MEC lança a Conferência Nacional da Educação |
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| Fernando Haddad, ministro da Educação |
A Conferência Nacional de Educação (Conae), lançada, na quinta-feira (23), pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, debaterá as novas perspectivas para o setor e promoverá uma avaliação das ações educacionais dos últimos anos. O evento ocorrerá em abril de 2010, em Brasília, e terá como tema central Construindo o Sistema Nacional Articulado de Educação: Diretrizes e Estratégias de Ação. O ministro destacou que a conferência tem a responsabilidade de fazer um balanço do atual Plano Nacional da Educação (PNE) e de descortinar as perspectivas educacionais de 2011 a 2020. Segundo ele, as discussões podem orientar o país na busca de patamares mais elevados de financiamento. Entre 2005 e 2007, passamos de 3,7% para 4,7% do PIB em investimentos públicos, revelou. Haddad afirmou que a sociedade precisa incorporar a educação como valor. Observou que as três conferências anteriores estimularam o debate com a sociedade, ampliando a participação e a mobilização social. Em 2006, a Educação Profissional e Tecnológica foi tratada em conferência nacional. Em 2008, a Educação Básica; e, neste ano, a Educação Indígena. Conforme o coordenador da Conae, Francisco das Chagas Fernandes, o tema central está relacionado a questões do dia a dia da escola. “Quando falamos em transporte escolar e merenda, isso tem a ver com o regime de colaboração”, explicou. |
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| Neoris oferece tecnologia para ensino a distância |
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A Neoris, empresa global de negócios e TI, acaba de dar um grande passo para se consolidar como provedora de soluções para o segmento educacional - tanto na área de gestão como de educação a distância, entre outras. A consultoria estabeleceu uma aliança com o Governo de Sinaloa, no México, com o objetivo de criar o Culiacán Learning Solutions Centre (Centro de Soluções de Ensino de Culiacán). O centro vai oferecer soluções de educação e capacitação profissional para universidades e outras instituições de ensino, bem como para o mercado corporativo, que incluirão serviços de valor agregado voltados para o ensino a distância. A Neoris possui soluções de nearshore outsourcing, desenvolvimento e administração de conteúdo que facilitam a implantação de sistemas de educação e capacitação a distância. Por meio dessas soluções, as instituições de ensino podem agregar valor aos seus serviços e as empresas encontram uma boa oportunidade para investir na capacitação de seus funcionários de forma econômica. "Em momentos de crise, é muito importante para as empresas poder reduzir custos sem sacrificar o valor", disse Atzayácatl Peñaloza, responsável pelo Centro de Soluções de Ensino de Culiacán. "Com este centro e as soluções da Neoris, as companhias que têm escritórios distribuídos pelo país podem oferecer cursos de capacitação e atualização para todos os seus funcionários sem gastar com transporte, hospedagem, aluguel de salas etc., utilizando a tecnologia de ensino a distância”. No Brasil, o uso do e-learning continua crescendo, entre outros motivos, por ser uma ferramenta que permite o acesso de maior número de pessoas à educação. De acordo com o Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância (ABRAEAD), essa modalidade de ensino cresceu 213% entre 2004 e 2007 - ano em que atingiu mais de 2,5 milhões de pessoas, que fizeram cursos a distância de educação básica, especialização, graduação e formação continuada. "Considerando o tamanho do Brasil e os problemas enfrentados pelo país nessa área, não é difícil avaliar o potencial de crescimento dessa modalidade de ensino", comenta Frederico Vilar, country manager da Neoris do Brasil. |
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