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| 25 de agosto de 2010 | |||||
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| Segurança
da informação deve ser a principal preocupação do Estado e das empresas
na contratação do cloud computing |
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O mundo da tecnologia se reinventa a todo instante. Já houve a era dos
grandes mainframes, dos micros potentes e agora é a era das redes, possibilitada
pela evolução da web. O principal ativo nesta era é o cloud computing
(computação em nuvem). O conceito consiste em armazenar dados em uma nuvem
de computadores, a internet. Trata-se da utilização de recursos tecnológicos,
por meio de uma rede privada (link dedicado) ou pública (internet), acessados
remotamente. Hoje, os dados são salvos, por exemplo, no disco rígido do
computador, localmente. Com o cloud computing, os arquivos, aplicações
e etc, ficariam gravados nos servidores da internet, podendo, assim, acessá-los
de qualquer lugar através de um dispositivo com acesso à internet. |
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| Nuvens públicas ou privadas: quando usar. As públicas oferecem menor custo, mas apresentam os maiores desafios de segurança, privacidade e interoperabilidade | |||||
Tirando poucas certezas, restam muitas dúvidas sobre o novo modelo de
entrega de TI, o chamado cloud computing. Por isso, os CIOs precisam balancear
benefícios e riscos para entender em quais casos o cloud computing pode
ou não ser aplicado nas suas empresas. E mais: quando usar uma nuvem pública
ou privada, se são realmente seguras, se são favoráveis à interoperabilidade,
entre outras questões, como a segurança. Entender a maturidade de cada
serviço na nuvem é um dos maiores desafios dos gestores de TI, mas, talvez,
só assim encontrem no conceito uma alternativa sensata e que pode, inclusive,
melhorar desempenhos além de reduzir custos. É preciso entender, por exemplo,
se realmente vale a pena adotar uma nuvem pública, uma vez que ainda existem
algumas dúvidas sobre segurança e disponibilidade. Em entrevista à TIC
Mercado, Cezar Taurion, diretor de novas tecnologias da IBM Brasil, disse
que, de maneira geral, as grandes empresas estão mais propensas a começar
o caminho em direção ao cloud computing através de nuvens privadas e não
públicas. Um dos motivos é que as nuvens públicas oferecem muitos benefícios,
mas apresentam os maiores desafios de segurança e privacidade. Assim,
segundo ele, colocar aplicações em uma nuvem pública poderia gerar mais
dificuldades que benefícios, pelo menos por enquanto. Taurion falou ainda
sobre a adoção de padrões de interoperabilidade entre nuvens. Ele disse
que existe um aspecto preocupante nas nuvens públicas que ainda não tem
sido considerada com a devida atenção, que é o alto risco de aprisionamento
forçado ou “cloud lock-in”. O resultado é que o usuário acaba ficando
aprisionado na nuvem deste provedor, uma vez que o trabalho de mover suas
aplicações para outras nuvens não será simples e nem será barato. Nesta
entrevista, Cezar Taurion falou também sobre os riscos e os benefícios
do cloud computing, os desafios dos CIOs e a maturidade e futuro desta
nova tecnologia. Cezar Taurion - Os benefícios são variados e é importante avaliar a proposição de valor para a computação em nuvem. Existem muitas e diferentes perspectivas, e uma única certeza: confusão e desinformação ainda estão muito disseminadas. Redução de custos de infraestrutura e transformação de custos fixos de TI em variáveis vêm sendo um dos mais importantes discursos da computação em nuvem. Mas será que todas as empresas esperam estes mesmos benefícios e na mesma intensidade? Vamos tentar avançar um pouco. Primeiro, vamos fatiar o elefante em bifes. Vamos falar, como exemplo, das soluções de nuvens de infraestrutura, modelo Infrastructure-as-a-Service. Mas, mesmo concentrando o foco, a proposição de valor destas nuvens é diferente quando olhamos sob a ótica das pequenas ou das grandes empresas. As pequenas empresas, com áreas de TI informais, geralmente com budgets mínimos ou até mesmo inexistentes, esperam que cloud computing seja a solução para reduzir seus investimentos em capital. Adquirir alguns servidores e mantê-los em operação pode representar um custo elevado para estas empresas. O uso de nuvens públicas permite pensar de forma diferente. Usar uma infraestrutura já montada e com níveis de segurança e disponibilidade melhores que os limitados recursos que a pequena empresa geralmente dispõe é uma proposição de valor bastante significativa. Por outro lado, as grandes empresas tenderão a adotar nuvens privadas ou mesmo híbridas e, portanto, buscam proposições de valor diferentes. Como ainda investem em capital (conservam e evoluem seu parque de servidores), as proposições de valor concentram-se, principalmente, na redução dos elevados custos de gerenciamento e suporte desta infraestrutura e na melhoria dos níveis de serviço e velocidade de implementação de novos projetos. Portanto, cloud computing pode e, provavelmente, será adotado por proposições de valor diferentes. Por outro lado, existem muitos receios, como a segurança. A questão de segurança é de fundamental importância. O ritmo e a disseminação da computação em nuvem está diretamente relacionado com o grau de confiança no modelo e nas tecnologias envolvidas. Sem se sentir confortável com o nível de segurança obtido, os gestores das empresas não tomarão decisões favoráveis. Assim, conhecer os múltiplos aspectos que envolvem segurança em Cloud Computing é obrigação de todo gestor ou profissional de TI. TIC – Quais os maiores desafios dos gestores de TI na computação em nuvem? Cezar Taurion - De maneira geral que ações posso sugerir aos meus amigos CIOs? Bem, antes de mais nada, seria bom que eles compreendessem mais profundamente o que é Cloud Computing, suas restrições (cuidados com lock-ins e as questões de segurança em nuvens públicas) e benefícios. Devem manter-se bem informados sobre a rápida evolução do conceito e de suas tecnologias e ofertas. Sugerir também que comecem a desenvolver pequenos aplicativos em nuvem, testando e validando seus conceitos. Usar uma nuvem para desenvolver um aplicativo é uma boa maneira de se entender o próprio conceito de Cloud Computing e dominá-lo. E para os desenvolvedores, uma tecnologia que eles devem aprender a usar é a Hadoop. À medida que a computação em nuvem se dissemina, entender e dominar esta tecnologia vai se tornar mais e mais importante. Após a implementação, será absolutamente essencial prestar atenção aos modelos de governança. Será necessário rever procedimentos de segurança, uso e contabilização de recursos e assim por diante. TIC – Qual o futuro do cloud computing, ou seja, para quando você prevê um amadurecimento da tecnologia? Cezar Taurion - Ainda é comum ver muita gente achando que Cloud Computing vai demorar para se disseminar, principalmente porque muitos analistas de indústria fazem estimativas conservadoras de sua adoção pelo mercado. É verdade que os relatórios de analistas de indústria com estimativas em relação às tendências e perspectivas de Cloud Computing tendem a ser bem conservadoras. Mas, eu não concordo com eles... Este valor será muito mais alto. Minhas razões para esta discordância: Von Neumann, o lendário criador da computação, fez duas importantes observações: uma que o progresso humano é exponencial e não linear. A outra é que este crescimento exponencial começa devagar e, muitas vezes, passando desapercebido, até que atinge um ponto critico, quando se transforma em algo explosivo e profundamente transformador. O que acontece é que geralmente fazemos nossas previsões baseadas na perspectiva de um crescimento linear e não exponencial. Mas o ritmo de mudanças está se acelerando. Por exemplo, os últimos 20 anos de progresso do século XX seriam conseguidos hoje em 14 anos. Em breve em apenas 7 anos e assim sucessivamente. Em termos práticos, o século XXI terá um ritmo de progresso tecnológico pelo menos 1000 vezes maior que o que vimos no século que acabou recentemente. Mas, intuitivamente, consideramos como nosso modelo mental nossa experiência dos últimos anos e replicamos os seus ritmos de crescimento. Assim, se um modelo computacional anterior, como o cliente-servidor, se disseminou em 15 anos, tomamos este tempo como base e projetamos de forma similar o crescimento da computação em nuvem. Mais ainda, geralmente esquecemos que muitas outras mudanças tecnológicas afetam o cenário, contribuindo mais ainda para a aceleração dos processos de mudança. Um exemplo foi o crescimento da Internet. Em meados dos anos 1980, como a Internet era constituída de apenas algumas dezenas de milhares de servidores, ninguém imaginava o que ela seria hoje. Mas com um ritmo de crescimento que dobrava o número de servidores a cada ano (eles se tornavam mais baratos e poderosos em períodos de tempo cada vez mais curtos), hoje temos centenas de milhões de máquinas interconectadas. Se considerássemos apenas o estado da arte da tecnologia de 1985, a Internet seria apenas uma pequeníssima fração do que é hoje. Quando as mudanças se aceleram, o novo paradigma se torna rapidamente dominante e substitui o anterior. Um exemplo foi a completa substituição do modelo computacional centralizado, que dominou a TI até meados dos anos 1980, pelo modelo distribuído, cliente-servidor. Hoje não existe nenhuma empresa que baseie sua computação unicamente no modelo centralizado. Mesmos as empresas que dependem fortemente do antigo símbolo tecnológico deste modelo, o mainframe, usam estas máquinas em conjunção com outros servidores. O que significa? Que em algum tempo (cinco ou dez anos?) o que teremos é que a computação em nuvem será dominante. Na minha opinião, este é o cenário da Cloud Computing. Cloud Computing vai levar os patamares da economia de escala a novos valores e provocar uma onda de inovações no uso da TI. Empresas e negócios, hoje limitados pela necessidade de investir previamente em recursos de hardware e software, estarão livres desta restrição orçamentária e poderão inovar e ousar. O capital que hoje tem que ser reservado para adquirir computadores e softwares será liberado para a própria operação do negócio. Os riscos serão bem menores. O seu crescimento será muito mais rápido e intenso que os analistas dizem e mesmo que muitos dos atores atuais da indústria de TI gostariam que fosse... Embora seja gradual, não será do dia para a noite, mas ao longo dos próximos anos a computação em nuvem vai se disseminar pelo mercado como um todo. TIC – Quando preterir uma nuvem privada à nuvem pública e vice-versa? Cezar Taurion - De maneira geral, observo que as grandes empresas estão mais propensas a começar o caminho em direção a Cloud Computing através de nuvens privadas e não públicas. Uma pesquisa do IDC, de janeiro deste ano, mostrou que para a classificação “very appealing or appealing” as nuvens privadas tiveram 64% de respostas contra 30% das nuvens públicas. Por que? Pensando alto, posso imaginar algumas razões... Uma delas é que as nuvens públicas oferecem muitos benefícios, mas, por outro lado, apresentam os maiores desafios de segurança e privacidade. Além disso, muitas das aplicações internas das empresas, como ERPs, têm alto grau de previsibilidade de demanda, minimizando o valor do modelo em cloud. As aplicações com demandas menos previsíveis são as que interagem diretamente com os clientes, como as de comércio eletrônico, pois uma promoção comercial pode afetar a demanda num piscar de olhos. Estas aplicações têm muito a ganhar com o modelo elástico das nuvens. Mas, estas aplicações não só demandam requisitos elevados de segurança, como são altamente dependentes de integração com outras aplicações. Assim, colocá-las em uma nuvem pública poderia gerar mais dificuldades que benefícios, pelo menos por enquanto. Outra observação é que as motivações para adoção de nuvens públicas são diferentes das consideradas para nuvens privadas. Para nuvens públicas, o principal motivador é a redução dos custos de propriedade (software, hardware, pessoal e data center). E o modelo “pay-as-you-go” é um dos mais citados nas pesquisas para adoção destas nuvens. Imaginemos a seguinte situação: uma empresa apresenta uma demanda de pico de 500 servidores, mas na média o consumo equivale a uma utilização de 300 servidores. O custo por dia é de 300 x 24 ou 7200 servidores/hora. Mas a empresa configura seu data center para a carga de pico e paga 500 x 24 ou 12.000 servidores/hora. É um fator 1.7 maior que o necessário. No modelo pay-as-you-go você paga o que usa realmente, e assim, se o TCO for menor que 1.7 vezes, o custo de adquirir e manter os servidores, passa a ser um bom negócio usar uma nuvem pública. O principal questionamento quanto às nuvens públicas é a segurança e privacidade dos dados. Interessante que para muitas pequenas e médias empresas um data center de um provedor, como a Amazon, oferece muito mais segurança que seu próprio data center, que opera sem políticas e processos adequados. Por outro lado, empresas de grande porte, geralmente operam sob políticas bem rígidas de segurança e aderência a normas e padrões de auditoria, que inibem o uso de nuvens públicas. Para estas a solução é adotar nuvens privadas. TIC – Como está a adoção de padrões de interoperabilidade entre nuvens? Cezar Taurion - Existe um aspecto preocupante nas nuvens públicas que ainda não tem sido considerada com a devida atenção, que é o alto risco de aprisionamento forçado ou “cloud lock-in”. O lock-in em nuvens públicas aparece porque cada provedor implementa seu próprio conjunto de APIs e, muitas vezes, seu próprio banco de dados e ambiente de programação. O resultado é que o usuário acaba ficando aprisionado na nuvem deste provedor, uma vez que o trabalho de mover suas aplicações para outras nuvens não será muito simples e nem será barato. Porque isto acontece? Uma característica diferenciadora do ambiente de cloud computing com relação ao ambiente tradicional é que a infraestrutura em cloud, por si, é programável. Por exemplo, para usarmos os serviços S3 ou SimpleDB da Amazon, usa-se um conjunto de APIs próprias. O mesmo acontece quando usamos o GAE (Google Application Engine) e seus recursos proprietários de banco de dados (BigTable). O problema é que estas APIs implementam acesso a recursos específicos e proprietários e não são padronizados. Migrar de uma nuvem como a da Amazon para a do Google ou do Azure da Microsoft para o Google demandará um belo trabalho de conversão. Observamos um fato interessante: quanto maior o nível de abstração da nuvem, maior seu potencial de lock-in. Ou seja, uma nuvem SaaS oferece maior risco de lock-in que um PaaS e este maior potencial que uma nuvem IaaS. Exemplo prático: o Force.com cria um lock-in bastante intenso, pois as aplicações devem ser desenvolvidas na linguagem proprietária do Salesforce que é o Apex, que não está disponível em outros ambientes de nuvem. Já no GAE, você pode pegar seu código Java ou Python e usar o programa em outra nuvem, mas caso use (e acaba-se usando) os recursos proprietários, como o banco de dados BigTable, tem-se o lock-in. O que fazer? Bem, já existe uma alternativa a este aprisionamento, que foi a criação das chamadas Open APIs. Estas APIs criam uma camada de abstração permitindo que o desenvolvedor não tenha que se preocupar com APIs de nuvens específicas. A proposta é que uma OpenAPI se encarregue de fazer automaticamente a tradução para as APIs especificas. As suas limitações são ainda o fato que continua persistindo o problema da interoperabilidade entre as nuvens públicas (uma aplicação rodando na nuvem EC2 da Amazon não fala com a nuvem Azure da Microsoft) e obriga que o desenvolvedor aprenda este novo conjunto de APIs. Mas, é um bom primeiro passo. E o futuro? Creio que o modelo de aprisionamento atual é decorrente de um conceito e tecnologias que estão na sua infância e, portanto, ainda na fase dos provedores destes serviços buscarem consolidar seu espaço no mercado. Historicamente, novas tecnologias e mercados na Internet evoluem da seguinte maneira: a) Um novo mercado ou tecnologia surge baseado no modelo fechado e proprietário.
Na verdade, o conceito de aberto tem perspectivas diferentes quando falamos em serviços, como as nuvens públicas, e quando falamos em software. A essência de uma nuvem pública é que o usuário está alugando os recursos computacionais de outra empresa, o provedor de serviços em nuvem. Claro que em um contexto destes o usuário não poderá ter 100% de controle e os serviços de nuvem continuarão fechados (infraestruturas, métodos e práticas proprietários). Mas, nuvens não interoperáveis serão uma limitação muito grande à própria expansão do mercado de public clouds. A pressão do próprio mercado e a tendência para sistemas abertos vai obrigar a que no futuro estas nuvens públicas sejam realmente abertas. Será absolutamente essencial permitir interoperabilidade entre todas elas. Uma aplicação rodando no Azure deverá demandar acesso a outra que esteja rodando no GAE ou no EC2, sem limitações. Portanto, na minha opinião, será questão de tempo vermos APIs abertas e a interoperabilidade entre nuvens. Para fechar, vale a pena lembrar a iniciativa chamada Open Cloud Manifesto, que mostra a preocupação do mercado com este risco de lock-in. O Open Cloud Manifesto pode ser lido em www.opencloudmanifesto.org e se propõe a aglutinar empresas que oferecem tecnologias e serviços de cloud em torno da especificação de um padrão aberto. O manifesto estabelece um conjunto de diretrizes, denominados princípios para nuvens abertas, que asseguram que as organizações que usarem nuvens computacionais não ficarão restritas a padrões fechados, mas terão liberdade de escolha, flexibilidade e abertura para não ficarem aprisionadas a nenhuma nuvem. *Cezar Taurion possui dois blogs sobre computação em nuvem: www.ibm.com/developerworks/blogs/page/ctaurion e www.computingonclouds.wordpress.com |
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| Governo
quer implementar projetos e serviços de e-gov na nuvem. Item segurança ainda
é entrave |
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Muitas barreiras, que vão desde questões tecnológicas a gerenciais, ainda
precisam ser derrubadas para a implantação da computação em nuvem nos
serviços de governo. Mas o Estado já sinaliza com alguns projetos baseados
nesta arquitetura. A computação em nuvens, segundo o governo, é uma das
melhores alternativas para se aportar recursos no intuito de criar sistemas
de governo eletrônico, principalmente por causa da economia de escala
obtida com a racionalização de recursos. Na prática, significaria ganhos
de desempenho com redução de custos para o Estado. Expresso na nuvem A perspectiva para a sociedade, segundo o presidente do Serpro, é que a tecnologia em nuvem vai “obrigar” a discutir uma série de processos de governo, até alterar o foco, passando da estrutura de governo prestador de serviço para o foco no cidadão. “Os serviços gravitando em torno do cidadão. Com ferramentas de busca, ele vai conseguir identificar todos os serviços que lhe diz respeito, sem necessitar conhecer a estrutura do governo e o que faz cada órgão. Isso muda, e muito, os tipos de serviços que são prestados, a forma de relacionamento do Estado com o cidadão, aumentando a qualidade dos serviços prestados”. Software livre suporta serviços em nuvens, mas falta segurança |
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| Empresas
se adaptam às exigências de mercado do cloud computing |
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Milhares de pessoas usam a computação em nuvem toda vez que acessam o
Hotmail, enviam fotos ao Facebook ou compram músicas no iTunes. E isso
é só o começo do que promete as empresas que trabalham com esta nova tecnologia.
As companhias fornecedoras de softwares, por exemplo, veem o cloud computing
(computação em nuvem), hoje, como uma das maiores oportunidades, em décadas,
para o mercado de tecnologia. Da criação de oportunidades para as empresas
e seus clientes a novas formas comunicação, a nuvem está redefinindo o
ambiente de TI. Pelo menos é o que pensa a Microsoft. A companhia está
se “reinventando” para adaptar-se às nuvens com novos serviços, como o
sistema Azure e o Business Productivity Online Suite. A estratégia é fazer
com que cada um de seus produtos tenha características e/ou serviços que
suportam a nuvem. Foi o que disse, em entrevista à TIC Mercado, Otavio
Pecego Coelho, arquiteto de Soluções Sênior da Microsoft Brasil. Segundo
ele, os profissionais de TI podem esperar um mundo mais híbrido e com
mais opções, lembrando que, para o futuro, é preciso estar preparado para
a interoperabilidade entre a nuvem e fora dela, já que ainda há muito
para se produzir, tanto com a TI local como com a remota. Otavio Pecego
também falou sobre os planos da companhia para o Brasil com relação à
computação em nuvem. Até o final do ano, segundo ele, a Microsoft pretende
disponibilizar para o mercado brasileiro a integração com a nuvem do Office
2010. |
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| III Seminário TelComp 2010 discute convergência e inovação | |||||
O fenômeno das redes sociais, os novos padrões de comunicação pessoal e empresarial, o entretenimento, a educação, o comércio, entre outros aspectos da vida moderna, estão passando por mudanças que representam oportunidades de negócios. Para discutir estas tendências, a TelComp, em parceria com a Brasscom e com a Fundação Getúlio Vargas, promove no dia 28 de setembro de 2010 o III Seminário da série Estratégias Transformadoras de TIC para o Brasil e seus Impactos nos Negócios, cujo tema será “Convergência e Inovação: Criando Valor e Desenvolvimento”. Expoentes dos setores de telecomunicações e TI, bem como grandes usuários dos serviços, participarão de painéis de debates onde estes assuntos serão analisados sob a ótica de novas oportunidades de negócios. Informações adicionais no site www.telcomp.s2publicom.com.br. |
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| Workshop debate Fomento à Inovação Tecnológica no Setor Empresarial | |||||
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| Fórum discute tecnologia e mercado do Nordeste | |||||
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| Abinee
pede mudanças no sistema de pregão eletrônico |
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A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) está
contestando o modelo de pregão eletrônico do governo federal e propõe
a revisão do decreto nº 5.450, de 31/5/2005, que estabeleceu esse modelo
de compras pela internet. O argumento da entidade é de que os mecanismos
adotados para escolha da empresa vencedora estão sendo usados indevidamente,
prejudicando principalmente as indústrias de hardware, telecomunicações
e de geração, transmissão e distribuição de energia. O pedido para mudanças
no sistema de pregão eletrônico é uma das cinco reivindicações da associação
feitas ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, por meio de uma carta sobre
“Limites ao Crescimento Econômico e Medidas Compensatórias”, entregue
na semana passada pelo presidente da Abinee, Humberto Barbato. Uma das
contestações da Abinee em relação ao pregão eletrônico é sobre o sistema
randômico, que permite o encerramento aleatório do leilão, sem que as
empresas saibam quanto tempo mais terão para dar lances. “O leilão pode
acabar em dois segundos e temos dúvidas sobre a lisura desse processo”,
diz o assessor técnico da Abinee, Roberto Barbieri. Barbieri questiona
se o governo está realmente comprando pelos melhores preços. Segundo ele,
o sistema randômico não dá oportunidade para os participantes apresentares
as melhores propostas. O presidente da Abinee sugere que seja adotado
no Brasil o modelo praticado nos Estados Unidos, em que todos sabem o
horário de término do pregão e, no último minuto, o pregoeiro pergunta
se há mais propostas e dá um ou dois minutos a mais para que os lances
sejam apresentados. A Abinee também questiona a qualidade técnica e administrativa
dos vencedores. Segundo Barbato, nem sempre o ganhador está habilitado
para fornecer determinados produtos. Ele afirma que há empresas comerciais
vencendo os leilões e que depois saem em busca de um fornecedor para entregar
o pedido e até recorrem a importadores. Outro problema, segundo Barbato
é o fato de que, pelo atual modelo, caso o vencedor do leilão tenha pendências
administrativas, o segundo colocado é convocado para atender o pedido.
No entanto, nem sempre consegue manter o preço praticado pelo ganhador
- conforme estipula a lei. Por considerar que o modelo dos pregões eletrônicos
está equivocado, a Abinee pede ao governo que inclua no decreto 5.450
medidas para disciplinar o sistema de compra reverso pela internet. |
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Levantamento da Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (PROTEC)
revela que o déficit da balança comercial em produtos e serviços de alta
e média-alta tecnologia no País alcançará inéditos US$ 75 bilhões neste
ano. O valor supera os anos de 2008 (US$ 62 bilhões) e 2009 (US$ 58 bilhões).
Entre os produtos estão chips, insumos da indústria farmacêutica e máquinas
especiais. O valor total inclui gasto com as compras de insumos, componentes
e equipamentos para as indústrias química, eletroeletrônica e de bens
de capital, além do gasto do País com o aluguel de equipamentos não disponíveis
no Brasil, além do pagamento de royalties pelo uso de tecnologias importadas.
Para Roberto Nicolsky, diretor-geral da PROTEC, o déficit crescente da
balança de tecnologia revela a fragilidade do parque industrial brasileiro
para atender a demanda gerada pelo crescimento econômico. "O levantamento
revela algo muito preocupante. Quanto mais o País cresce, maior fica a
nossa dependência externa", explica. De acordo com ele, a expansão
econômica do Brasil tem contribuído pouco para a elevação do nível tecnológico
da indústria. Sem investimento suficiente, a demanda só é atendida a partir
da importação de insumos. Nicolsky afirma que é essa situação que alimenta
a condição brasileira de exportação de bens de baixo valor e importação
de itens de alto valor agregado. Esse fenômeno, alerta a PROTEC, tem conduzido
o País a um lento processo de desindustrialização. A PROTEC afirma que
é sintomático o desempenho da indústria manufatureira em relação ao Produto
Interno Bruto (PIB). "Enquanto o PIB cresce 6%, a indústria de manufatura
cresce pouco mais de 1%", diz. |
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A ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, destacou durante a abertura
nesta terça-feira (24) do Fórum Brasil Conectado, a necessidade de parceria
entre o estado, sociedade e iniciativa privada para realizar a inclusão
digital. Ela falou ainda que o objetivo do Plano Nacional de Banda Larga
(PNBL) com a Telebrás é triplicar o números de domicílios com banda larga
até 2014. Segundo a ministra, a intenção obter "100 mega" de
velocidade, mas por enquanto serão 512 quilobite por segundo (kbs). Em
2010 a rede já vai conectar o Nordeste com Sul e Sudeste, lembrou. “O
papel do estado brasileiro é indutor, parceiro da sociedade, e porque
não, da empresa privada. Nada acontece daqui a 5, 10 anos se não for planejado
hoje”, disse a ministra. Erenice Guerra destacou ainda a necessidade de
o país aproveitar as obras de infraestrutura, como ferrovias e estradas,
para a instalação da banda larga e de ter investimentos e inovação. Para
ela, o país precisa de uma sociedade da informação, de uma fábrica de
semicondutores, e de desenvolvimento de softwares, de forma a garantir
super banda larga. |
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Nesta terça-feira (24), durante o 2º Forum Brasil Conectado - evento
que acontece em Brasília -, o presidente da Telebras, Rogério Santanna,
informou que já foram definidas as primeiras cidades que serão contempladas
pelo Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Até o final de 2010, o programa
levará acesso rápido para 100 localidades e 16 capitais das regiões Sudeste
e Nordeste, além do Distrito Federal. Na primeira fase do PNBL, a estatal
utilizará a rede de fibra óptica das empresas do setor elétrico. Apesar
de já saber os nomes e os critérios de escolha das cidades beneficiadas,
Santanna informou que a lista só será anunciada na próxima quinta-feira
(26), quando termina o 2º Forum Conectado. Segundo ele, novas contribuições
podem surgir durante o evento. Na primeira etapa serão beneficiadas as
regiões Sudeste e Nordeste em razão de os cinco backbones das redes dos
governo estarem nesse raio de cobertura. Já a implementação do PNBL no
Norte do País, onde há mais dificuldades de conexão, deverá ocorrer até
2014. O orçamento da Telebrás para capitalização e cumprimento das metas
do PNBL deverá ficar em 1 bilhão de reais, sendo 600 milhões de reais
gastos este ano e 400 milhões de reais em 2011, com a possibilidade de
utilização de mais 400 milhões de reais no decorrer do próximo ano, dependendo
da meta orçamentária. O 2º Fórum Brasil Conectado abriu hoje e se estenderá
até o dia 26/8, na Escola Nacional de Administração Pública (Enap), na
capital do Distrito Federal. |
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Governo e empresários ainda não chegaram a um acordo sobre a fabricação
de um conversor para TV Digital de baixo custo, que atenda a demanda das
classes D e E, mercado estimado pelo governo em 15 milhões de famílias.
Na primeira reunião entre as partes, realizada na segunda-feira (23),
no Ministério das Comunicações, o consórcio de empresas formado para produzir
conversores para a TV Digital a preços mais acessíveis propôs que o equipamento
custasse entre R$ 237 e R$ 356 ao consumidor final. Os valores foram descartados
pelo governo. “Vamos ter de baixar esse preço para um valor plausível,
que atenda a população de baixa renda”, disse o Assessor Especial da Casa
Civil, André Barbosa. Segundo ele, existe um mercado consumidor para o
equipamento de 15 milhões de famílias somente nessas duas classes sociais.
André Barbosa destacou que as classes D e E já têm grande parte de sua
renda mensal comprometida, o que inviabiliza a compra do set-top box a
um preço alto. O governo pediu aos empresários uma nova proposta, com
o preço do set-top box mais baixo. A próxima reunião entre os empresários
e o governo federal ocorrerá no dia 08 de outubro. "Nosso principal
desafio é a redução do custo de produção e de distribuição desse equipamento,
que vai possibilitar ao usuário receber o sinal da TV Digital”, disse
o secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Roberto
Pinto Martins. Ele acrescentou que outros fatores, como a cobertura da
TV Digital, a interatividade e os conteúdos a serem disponibilizados,
também serão objeto de discussão, mas baixar o valor do equipamento é
o mais importantes neste momento. |
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O Projeto Comprador Rio Info é um dos destaques da programação da oitava
edição do Rio Info, um dos mais importantes eventos de TI do País, que
acontece entre os dias 31 de agosto e 02 de setembro, no Rio de Janeiro.
Trata-se de mais uma iniciativa do Programa Setorial Integrado para Exportação
de TI (PSI-SW), desenvolvido pela Associação para Promoção da Excelência
do Software Brasileiro (SOFTEX) com o apoio técnico e financeiro da Agência
Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Durante
o evento, empresas nacionais e executivos de companhias argentinas, portuguesas,
espanholas, francesas e norte-americanas estarão reunidas em encontros
individuais e em rodadas de negócios em busca de parceiros potenciais.
Em 2009, o Projeto Comprador Rio Info contou com a participação de 35
companhias internacionais e de 50 brasileiras. Foram promovidas 166 reuniões
com uma expectativa de geração de mais de US$ 9 milhões em negócios. “Para
este ano esperamos a presença de 40 empresas internacionais e de 150 brasileiras.
O Projeto Comprador está inserido em nossa estratégia de consolidar o
software brasileiro no exterior, a vinda ao País de potenciais interessados
em adquirir nossas soluções, estabelecer parcerias comerciais e tecnológicas;
ou mesmo firmar contratos de distribuição em seus países. Os expressivos
resultados obtidos na edição do ano passado comprovam o acerto dessa nossa
linha de ação”, comenta Arnaldo Bacha, vice-presidente executivo da SOFTEX.
As companhias interessadas em participar do Projeto Comprador Rio Info
devem fazer sua inscrição no endereço www.rioinfo.com.br indicando durante
o processo o seu interesse em participar das rodadas de negócios. |
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| Empresas de telecomunicações investirão R$ 80 bilhões até 2014 | |||||
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Os investimentos das empresas de telefonia e de serviços móveis tendem a totalizar cerca de R$ 80 milhões até 2014, quando ocorrerá a Copa do Mundo do Brasil. Já os assinantes dos serviços de telecomunicações, no mesmo intervalo de tempo, gastarão cerca de R$ 160 bilhões com o pagamento de impostos, ou seja, exatamente o dobro do que será aplicado pelas operadoras. Os dados foram apresentados pelo Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil), que defende a desoneração do setor como uma das formas para se proporcionar a ampliação dos investimentos realizados pelas companhias. “Nós precisamos acabar com isso para conseguirmos efetivamente mais do que os 100 milhões de acessos, mais do que os R$ 80 bilhões de investimentos e para gerarmos muito mais empregos”, afirmou o diretor executivo do Sinditelebrasil, Eduardo Levy, que participa do 54º Painel Telebrasil. Já o secretário executivo da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, Luiz Salomão, admitiu que é necessário reduzir a carga tributária do setor. “Reconhecemos que é absurdo taxar investimento em telecomunicação. É refrear o desenvolvimento do país”, disse ele. Salomão, porém, ressaltou que não dá para comparar o sistema tributário brasileiro ao de países asiáticos, como alguns críticos costumam fazer. E ponderou ainda que, caso o setor seja desonerado, será necessário buscar outras fontes de arrecadação. “Onde vamos descarregar os impostos das telecomunicações?”. |
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| Brasil registra venda de 6,2 milhões de computadores no primeiro semestre | |||||
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| País lidera ranking de vírus que roubam dados bancários | |||||
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| Substrato | |||||
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