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| 18
de agosto de 2010 |
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Lula
cobra de empresários maior adesão à inovação tecnológica. Mercado contesta
declarações
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| Roberto
Nicolsky, diretor-geral da PROTEC |
Após assinar medida provisória que prevê a redução de impostos para empresas
que investirem em inovação tecnológica, o presidente Lula cobrou, recentemente,
dos empresários brasileiros maior adesão ao estímulo dado pelo governo.
Os incentivos da nova MP incluem, por exemplo, a isenção de Imposto de
Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro
Líquido (CSLL). Para o mercado, as ações governamentais ainda são insuficientes.
O diretor-geral da Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (PROTEC),
Roberto Nicolsky, explica que o Brasil é um país com pouco investimento
em desenvolvimento tecnológico porque não foram, ainda, criadas condições
para a aceleração da taxa de geração e incorporação de inovações e a universalização
dos estímulos a esse investimento pelo compartilhamento do risco tecnológico
entre o Estado e as indústrias. “Assim, apenas poucas empresas, cerca
de mil, podem ser consideradas como intensamente competitivas pela inovação.
As demais esforçam-se por acompanhar à distância o avanço competitivo
da concorrência internacional. É preciso que se entenda que a barreira
do risco tecnológico para o desenvolvimento de inovações não será rompida
enquanto o Estado não investir pioneiramente na mitigação desse risco
pelo compartilhamento”.
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| Martha
Terenzzo, diretora da Inova 360º e professora de gestão de
inovação |
Martha Terenzzo, diretora da Inova 360º, empresa de inovação, e professora
de gestão de inovação, diz que o Brasil ainda não ocupou o espaço que
pode ter. “O Brasil é muito rico em recursos naturais e pouco está fazendo
no setor de Sustentabilidade. Sabemos que os investimentos em pesquisa
e desenvolvimento e inovação crescem a cada ano. A Lei do Bem estimula
isso, e a SETC espera contabilizar um valor aproximado de R$ 10 bilhões
de investimentos. Tenho um dado de 2007 onde o valor era de aproximadamente
5,1 bilhões. Há mais de 700 empresas aderindo ao programa. No entanto,
há grande dificuldade para o pequeno empresário que não tem, muitas vezes,
os recursos de gestão da inovação”, diz a especialista em inovação.
Estímulos são insuficientes
Com relação à nova medida, Lula lembrou que, a partir disso, o Brasil
passa a ser o segundo país que mais promove incentivos fiscais no setor,
perdendo apenas para os Estados Unidos. “Desconheço a fonte desta estatística,
mas fico surpreendido, pois os Estados Unidos não é o país que mais oferece
inventivos para inovações tecnológicas, pois lá esses desenvolvimentos
já são rotina e, como tal, compensados pela via tributária a posteriori.
Os países em desenvolvimento, ou emergentes, como Índia, China, Coréia,
Taiwan, etc., são os que têm oferecido mais incentivos, com resultados
absolutamente evidentes e rápidos”, discorda Nicolsky.
De acordo com Martha, a MP é mais uma das formas de incentivar a inovação,
mas sente a deficiência para pequenos e médios empreendedores. “Há uma
concessão de benefícios para aqueles que exportam mais de 70% de sua receita
bruta total de seus bens/serviços. Ora, isso é para empresas que já estão,
de alguma forma, inseridas num contexto econômico privilegiado. A lei
poderá incentivar a maior exportação, mas e aqueles que sequer tiveram
possibilidade de formar sua estrutura? Também acho crítico o fato de termos
empresas muito inovadoras no Brasil utilizando redes sociais, internet,
e-commerce, capacidade intelectual etc. sem incentivo algum. Mais uma
vez, o pensamento e a educação não são privilegiados, somente setores
tradicionais, a indústria de base, que tem menor valor agregado. E essa
nova MP, sem uma clara estratégia de sustentabilidade, pode causar prejuízos
aos recursos naturais do país a médio prazo”, acredita.
Estado precisa estimular mais os empresários
No que diz respeito à cobrança de Lula aos empresários para uma maior
adesão ao estímulo dado pelo governo para investirem em inovação tecnológica,
Martha Terenzzo vê um grande “gap” entre prática e discurso. “Todos sabem
os problemas que os empresários têm em relação aos altíssimos Impostos.
Isso, por si só, já é um grande empecilho para ser um empreendedor, muito
mais, um empreendedor inovador. Acredito que a base do crescimento de
um país advém dos investimentos numa população com educação. É uma cadeia
de valor de resultados positivos. Não adianta termos investimentos na
ponta da cadeia se não temos os estímulos necessários no meio do processo
- no caso impostos - e nem educação para preparar as pessoas a serem empreendedores
e consumidores conscientes”, ressalta.
Para Roberto Nicolsky, o apelo do presidente sempre é válido, mas pressupõe
que o Estado tenha feito a sua parte. “Infelizmente, esse quadro ainda
não aconteceu. Ao contrário, até o ano passado, o balanço de recursos
para o fomento era negativo, ou seja, o Estado ainda tomava mais do que
oferecia. Talvez, este ano, venhamos a ter equilíbrio pela primeira vez”.
Brasil não investe em inovação
De acordo com o presidente Lula, do ponto de vista do dinheiro colocado
pelo governo, o Brasil está equiparado a todos os países do mundo. A diferença,
segundo ele, é que, em alguns países, as empresas privadas fazem muito
investimento em ciência e tecnologia. Ou seja, o governo investe, as empresas
é que não retribuem. “Discordo totalmente. O Brasil continua sendo um
país de desigualdades. Este governo está marcado pela quantidade de escândalos
financeiros sem ordem de tamanho, que afetam a credibilidade de empresários,
seja ele pequeno ou grande. Há muitas empresas sérias, comprometidas e
que investem nesse país, há muitos empresários inovadores e empreendedores
de ordem mundial, podemos citar diversas empresas como Gerdau, Votorantim,
BR Foods. Para os pequenos empresários, é uma falta de perspectiva de
médio prazo, pois há excesso de burocracia, excesso de impostos, falta
de mão de obra qualificada por falta de educação”, diz Martha Terenzzo.
“Os investimentos não chegam para os pequenos e médios empresários, é
o que vemos e sentimos quando saímos pelas ruas. Para inovar e entender
de inovação é necessário fazer parte da população, viver o que se vive
no dia a dia. Os outros países que inovam, investem muito em educação,
vejam o caso do Japão, Coréia etc. Nosso vizinho Chile, por exemplo, conseguiu
superar um dos maiores desastres naturais com recursos próprios. Existe
planejamento a longo prazo: isso impacta de forma inovadora em todos os
setores de um país”, acrescenta a especialista em inovação.
Nicolsky também discorda de Lula neste ponto. “Isso é completamente incompatível
com a realidade, e a razão do erro é que está sendo computado o investimento
do governo em ciência (universidades, centros de pesquisa, institutos
etc.), enquanto que o investimento que efetivamente estimula a empresa
é o direto, no seu projeto de desenvolvimento de inovações, para reduzir
o risco tecnológico e viabilizar o investimento privado num cenário de
alta taxa de juros, câmbio valorizado e elevada carga tributária”, explica.
Dificuldade em transformar produção científica em inovações
No mesmo raciocínio de Lula, o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio
Rezende, disse que o Brasil tem hoje muitos pesquisadores com capacidade
de ajudar as empresas a fazerem da inovação parte do seu processo produtivo.
De acordo com Martha, o Brasil precisa de pesquisadores não somente nas
áreas de produção de algo, mas sim de pensadores. “Cientistas devem pensar
a inovação, mas acredito que muito do que é proposto para no meio do caminho,
seja pela falta de interlocução seja pela falta de decodificação desta
ideia criada para ser implementada. Quantos cientistas de comunicação,
antropologia, sociologia do consumo temos nesse país, incentivados pelo
governo para pensar em soluções para este país, que vão além da inovação
tecnológica. Isso se chama gestão de inovação. O Brasil não fomenta a
gestão de inovação”, ressalta.
O país, segundo Martha Terenzo, tem um problema político, excesso de burocracia,
excesso de impostos e uma grande desigualdade entre classes, como no estado
do Maranhão, onde crianças morrem de fome e de desnutrição. “Além disso,
tem a área de patentes do Brasil, que gera desconfiança nos empresários
pequenos e médios, ele é muito falho e também burocrático. O Brasil precisa
ser inovador para resolver essas questões de ordem sociais e políticas,
que reduzem qualquer possibilidade de ser inovador”.
Já para Roberto Nicolsky, o cientista não é o ator que importa. “O que
realmente é decisivo é o fomento direto para que a empresa mobilize o
seu quadro técnico para o desenvolvimento das inovações demandadas pelos
seus clientes, consumidores e usuários, ou seja, o mercado”, enfatiza
o diretor da Protec. Nicolsky acredita que a inovação não tem de passar
necessariamente pelo cientista e que o problema não está na dificuldade
para transformar produção científica em inovações para o mercado. “Em
verdade, uma coisa não tem nada a ver com a outra. A geração e incorporação
de inovações são para atender apenas às solicitações do mercado, através
dos seus canais de comercialização e da competição com os concorrentes.
Não passa pela produção científica, que é geração de conhecimento para
atender a demandas próprias de ciência mundial”, conclui. |
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| Seminário
discute proteção de dados pessoais e governo deve propor nova lei para o
tema |
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| Rogério
Vianna, assessor da Secretaria de Política de Informática
do MCT |
Regulação de proteção de dados. Este foi um dos temas debatidos no Seminário
Internacional “Desafios e Perspectivas para a Proteção de Dados Pessoais
no Brasil”, realizado pelo Ministério da Justiça na semana passada, no
Rio de Janeiro. Na ocasião, a secretária de Direito Econômico do Ministério
da Justiça, Mariana Tavares de Araújo, anunciou que a pasta deve iniciar
até o fim do mês um debate público para uma nova proposta de marco regulatório
para a proteção de dados pessoais no Brasil.
Durante o evento, foi apresentado as diretrizes que o governo deve colocar
em debate público e que devem nortear um projeto de lei sobre a proteção
de dados pessoais no País. A intenção do MJ é iniciar um debate com a
sociedade sobre o tema e conhecer as experiências que já foram adotadas
nos outros países, nos moldes do que foi feito para elaboração da proposta
do marco civil da Internet. A partir disso, o governo poderá encaminhar
um projeto de lei específico para o Congresso regulamentando os limites
para o uso, compilação e repasse de informações pessoais no país.
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| Demi
Getschko, diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação
do Ponto BR do Comitê Gestor da Internet no Brasil |
“Na moderna sociedade da informação, os dados pessoais não estão mais
armazenados localmente e em sistemas de baixa produtividade e conectividade,
mas sim em sistemas de alta capacidade, tendo, portanto, um impacto muito
maior sobre a pessoa. Esses dados são vitais para a economia e o mercado,
e sua livre circulação deve ser uma prioridade, porém com as salvaguardas
necessárias à proteção da pessoa. No Brasil há um vácuo legislativo a
respeito, e estamos muito atrás de outros países nessa proteção, inclusive
no Mercosul, daí a necessidade do governo propor um projeto de lei que
discipline a matéria”, explica Rogério Vianna, assessor da Secretaria
de Política de Informática (SEPIN ) do Ministério da Ciência e Tecnologia
(MCT) e membro de um grupo do Mercosul sobre o tema.
Demi Getschko, diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação
do Ponto BR (NIC.br), do Comitê Gestor da Internet no Brasil, diz ser
de fundamental importância uma lei que regule a proteção de dados. “Vários
aspectos indicam a necessidade de uma legislação para o tema, e destaco
3. O primeiro diz respeito à falta de conhecimento das pessoas que utilizam
as redes sociais e colocam informações desnecessárias, como, por exemplo,
se são casadas, se têm filhos, onde moram etc. Estas informações devem
ser protegidas nas redes sociais. Isso acontece muito porque a internet
está sendo usada hoje em dia como um repositório de informações, pois
é muito mais fácil armazenar e concentrar os dados em um local que você
acessa de qualquer lugar”.
“O segundo aspecto diz respeito ao intercâmbio de informações. Uma empresa
só deve repassar seus dados para outras empresas, caso você autorize.
O terceiro aspecto se refere às práticas que recolhem costumes na rede,
o resultado é um marketing gerado através de um monitoramento da navegação
na rede. Por exemplo: algumas empresas monitoram o que as pessoas fazem
ou deixam de fazer na internet, monitoram seus hábitos e costumes e, com
isso, montam seu perfil para criarem uma espécie de marketing, enviando
spam, propaganda, entre outros. Neste sentido, todo site deveria ser claro
com relação aos seus intuitos e deixar o usuário ciente sobre o que vão
fazer com seus dados cadastrados. Uma lei que pudesse abranger estes itens
poderia melhorar a relação na internet”, acredita Demi Getschko.
Com a lei que será proposta, o governo brasileiro pretende criar um marco
regulatório e uma agência governamental para gerenciar o uso e a divulgação
de dados, como endereço pessoal, número de documento do cidadão, sua situação
de crédito e até os chamados “dados sensíveis”, entre eles a opção religiosa
e sexual. Hoje, muitos desses dados são fornecidos ao governo, a empresas
ou sites na internet pelo cidadão e, posteriormente, utilizados sem o
conhecimento dele. Assim que ficar pronto, o texto do projeto será colocado
sob consulta pública na internet, para que qualquer pessoa possa dar sugestões.
A ideia é encaminhar o projeto ao Congresso Nacional até o fim deste ano.
“Na sociedade da informação, que produz e faz circular imensas quantidades
de dados pessoais, é impensável não haver um sistema claro que dê a devida
proteção a esses dados, e permita aos agentes econômicos fazê-los circular
de uma forma juridicamente segura”, ressalta o assessor da Sepin.
Insegurança jurídica
No Brasil, há um cenário de insegurança jurídica tanto para empresas quanto
para consumidores por não existir uma legislação específica sobre o tema.
Para Rogério Vianna, enquanto não há uma regulamentação para os limites
do uso, compilação e repasse de informações pessoais no país, o Brasil
perde em várias frentes. “Tem dificultada, ou alguns casos impossibilitada,
a exportação de serviços de TICs que envolvam o processamento de dados
pessoais para países ou blocos, que exijam que o pais exportador possua
adequado grau de proteção a esses dados - é o caso da união européia.
Perde ainda o mercado do próprio país, porque a insegurança jurídica inibe
os investimentos, e perde o cidadão, que tem seus dados violados com muito
mais freqüência, sem que possa saber ao certo quais são seus direitos
de tutela sobre os dados ou de reparação em caso de sua violação”, aponta.
Experiência internacional
Getschko e Vianna dizem que o Brasil pode trazer para seu projeto de lei
alguns itens da experiência internacional da proteção de dados pessoais.
“Nas comunidades européias, a legislação é mais rígida. Se você quer fazer
parte de uma rede de comunicação tem de seguir a mesma cartilha, em algumas,
por exemplo, os estrangeiros não podem participar. Os brasileiros, neste
sentido, não são comedidos, e, com isso, acabam se tornando mais vulneráveis.
Acredito que os brasileiros deveriam tomar esta experiência e se conter
mais nas redes no que diz respeito aos dados pessoais. Os europeus também
têm seus erros, como proteção excessiva, então para o Brasil sair de um
extremo para outro não funciona. O que precisamos é de um trabalho educacional,
discernir sobre os dados que são permitidos divulgar na internet. Falta
campanha de esclarecimento”, enfatiza Getschko.
“O Brasil vem estudando há 6 anos o marco legal na Europa, e desenvolveu,
em conjunto com os países do Mercosul, um projeto de acordo regional.
Este projeto foi desenvolvido no SGT13 (Sub Grupo de Trabalho) em comércio
eletrônico por mandato do GMC (Grupo Mercado Comum). O projeto foi aprovado
na última reunião do SGT13, e deverá ser oficializado no Mercosul nos
próximos meses”, revelou Rogério Vianna. Pelo o acordo, seus quatro países
se comprometem a internalizá-lo por meio de uma legislação harmônica em
seus princípios gerais.
Perspectivas e desafios para a proteção de dados pessoais
De acordo com Rogério Vianna, recentemente, a imprensa apurou que pessoas
que estavam tentando renegociar financiamentos estavam tendo bloqueado
seu acesso a outros financiamentos, sem que estivessem inscritas em nenhum
dos bancos de dados de proteção ao credito. “Estavam apenas tentando renegociar
seus financiamentos! Os serviços de proteção ao crédito e o sistema financeiro
negaram ter tal banco de dados e de estarem prestando tal informação ao
mercado: trata-se de um banco de dados secreto. Esta situação, no quadro
atual, pode não estar fora da lei, mas, na presença de uma lei de proteção
de dados pessoais, estaria fora da lei, a menos que o banco de dados e
este serviço estivessem devidamente registrados na autoridade de garantia.
Um grande desafio para a construção de um sistema de proteção de dados
pessoais no Brasil, que siga os padrões internacionais, será criar esta
‘agência’, a chamada ‘autoridade de garantia’, que precisa ser independente
dos poderes do governo, a exemplo das agências reguladoras”, conclui Vianna.
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Consegi
2010 traz especialistas de diversos países para debater computação em nuvem
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| Marcos
Mazoni, presidente do Serpro |
Infraestrutura, segurança, virtualização, plataformas abertas e aplicações
pelo governo são alguns aspectos do novo modelo tecnológico que serão
abordados por especialistas durante o Consegi 2010, que começa hoje e
se estende até a sexta-feira. O III Congresso Interancional Software Livre
e Governo Eletrônico – Consegi 2010 tem por tema central o assunto “Computação
em Nuvem”. O evento, realizado pela Escola de Administração Fazendária
(Esaf) do Ministério da Fazenda, em parceria com o Serviço Federal de
Processamento de Dados (Serpro), discutirá a computação em nuvem (cloud
computing) e suas implicações tanto na esfera de governo eletrônico como
sua utilização na sociedade civil. E para tratar desse assunto, especialistas
de renome, brasileiros e estrangeiros, estarão presentes.
Computação em Nuvem é um modelo tecnológico que habilita de forma simplificada
o acesso on-demand a uma rede com um conjunto de recursos computacionais
configuráveis (por exemplo, redes, servidores, storages, aplicações e
serviços) e que podem ser rapidamente disponibilizados, configurados e
liberados com um esforço de gerenciamento mínimo e automatizado.
Marcos Mazoni, presidente do Serpro, explica o porquê da escolha do tema
para computação em nuvem. “É o assunto do momento. Estamos falando da
nossa capacidade de processamento para serviços que possam ser cada vez
mais presenciais em qualquer lugar, em qualquer tempo. Nós já avançamos
muito desde o tempo dos “bureaus”, onde a comunicação se dava quase que
diretamente por sistemas e as repostas eram por relatórios. Avançamos
para o mundo da internet. Hoje as pessoas, com o acesso à internet, conseguem
chegar a alguns serviços, e alguns serviços mais estruturados atuando
internamente no governo. Serviços de governo eletrônico que foram avançando
para prestar serviços em qualquer lugar. Mas agora nós precisamos ter
uma computação que venha a ser realmente presencial, que esteja disponível
efetivamente em qualquer lugar, em qualquer tempo. Para isso, temos a
ideia da computação em nuvem: um suporte tecnológico para os serviços
em nuvem. Para que possamos avançar, com certeza, qualificando os serviços
à cidadania brasileira”.
Advento da nuvem gera melhorias para o e-gov
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| José
Maria Leocádio, coordenador de Tecnologia do Serpro |
Para o coordenador de Tecnologia do Serpro, José Maria Leocádio, este
é um debate muito importante para o Estado, pois governos em geral têm
de trabalhar para o bem da população, e isso implica no uso de sistemas
de Tecnologia da Informação e Comunicações (TIC) sustentáveis a longo
prazo, que sigam os princípios da eficiência, eficácia e economicidade.
"E a computação em nuvem está fundamentalmente ligada à racionalização
da computação (ou infraestrutura) necessária para produção de serviços
de TIC. Seu potencial entra justamente no apoio ao cumprimento das obrigações
do governo que fazem uso da tecnologia", indica.
Leocádio explica que o termo "computação em nuvem" relaciona-se
à implementação com mecanismos de hardware e uma pilha de softwares, enquanto
"serviços em nuvem" relacionam-se com os serviços de TIC propriamente
ditos que são disponibilizados em uma nuvem, algo mais amplo do que a
computação. "Portanto, a nuvem, aqui entendida como computação e
serviços, é uma das melhores alternativas para se aportar recursos no
intuito de criar sistemas de governo eletrônico, principalmente por causa
da economia de escala obtida com a já citada racionalização de recursos.
Na prática, significa ganhos de desempenho com redução de custos para
o Estado", afirma o coordenador.
Encontro Sebrae de Empreendedores de TICs
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| John
Forman, diretor de Capacitação e Inovação da SOFTEX |
Um dos destaques desta edição é o “Encontro Sebrae de Empreendedores
de TICs”, que ocorrerá hoje e contará com a participação de John Forman,
diretor de Capacitação e Inovação da SOFTEX. “O objetivo é apresentar
oportunidades para que associações de empresas de software, bem como médios,
pequenos e micro empreendedores do ramo de tecnologia saibam melhor aproveitar,
por meio do estabelecimento de parceiras e do investimento em inovação,
as oportunidades geradas pelos novos cenários que poderão surgir a partir
da consolidação da computação em nuvem não apenas no Brasil, mas também
no mundo”, explica John Forman.
Consegi 2010 foca Coréia do Sul
Participação de comitiva sul-coreana no congresso reitera cooperação com
o Brasil em iniciativas de Computação em Nuvem e Software Livre. Países
que mantém os melhores governos eletrônicos do mundo conquistam no mínimo
três objetivos: excelência na entrega de serviços eletrônicos aos cidadãos,
acesso à informação ampliado e interação sociedade-governo satisfatória.
Essa é a constatação apontada pela Rede de Administração Pública das Nações
Unidas (UNPAN), entidade que realiza anualmente um ranking de governo
eletrônico no qual a Coréia do sul desponta como líder em 2010.
Os fatores que podem explicar o desempenho sul-coreano no ranking de e-government
são múltiplos, efeitos de um círculo virtuoso. Mas alguns se destacam:
economia em expansão, ao ritmo de 9% ao ano nas últimas três décadas;
ampla capacidade de inovação tecnológica e um alto nível de educação.
Como aponta a UNPAN, de pouco adiantaria ter um excelente website para
prover os e-serviços de governo se a maioria da população não pudesse
ler, escrever e acessar a internet.
A experiência dos coreanos permeará o III Congresso Internacional de Software
Livre e Governo Eletrônico, que escolheu a Coréia como país temático.
Uma comitiva de cerca de vinte coreanos participa do evento, estreitando
ainda mais a cooperação com o Serpro, iniciada em 2009. Analistas da empresa
participaram de intercâmbio técnico na Coréia, especialmente na área de
Computação em Nuvem. Os empregados participaram de estágios intensivos
na ETRI - empresa do governo coreano responsável pela inovação, pesquisa
e telecomunicação, detentora de várias patentes mundiais. Em contrapartida,
o Brasil proporcionou a estudantes coreanos um estágio de duração de um
ano em instituição para inclusão digital. E o governo sul-coreano manifestou
interesse em conhecer as iniciativas brasileiras de adoção de software
livre, área em que o país se inicia.
Programação
O Consegi é um importante espaço para promover a troca de experiências
e informações entre instituições da Administração Pública, sociedade civil
organizada e representantes de países parceiros. Durante os 3 dias, cerca
de 4 mil pessoas entre especialistas, profissionais de tecnologia da informação
do serviço público e iniciativa privada, além de estudantes e comunidades
de conhecimento, participarão de palestras, painéis e oficinas, rodada
de negócios e de conferências. Haverá ainda a Tenda Juventude e Cultura
com programação direcionada aos jovens das escolas públicas, Pontos de
Cultura, telecentros e outras entidades da sociedade civil organizada.
Nesse ano, serão 109 palestras, 71 oficinas e 17 painéis e debates. O
evento é aberto ao público. |
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| Anpei
participa do Innovation Day |
A Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras
(Anpei) participa, no dia 19 de agosto, em Curitiba (PR), do Innovation
Day, no painel “Rede de Parceiros para Inovação – Lançamento do capítulo
ANPEI”. O diretor Ronald Dauscha e o representante da entidade no Paraná
Carlos Sérgio Asinelli anunciarão novidades sobre as atividades da Anpei
no Estado do Paraná. O Innovation Day estimula e dissemina a cultura de
inovação, fomentando o processo de desenvolvimento de novas soluções tecnológicas
e gerenciais em benefício da sociedade. Direcionado a agentes de inovação
nas indústrias e empresas, profissionais de diversas áreas, o evento abordará
os seguintes temas: criatividade, empreendedorismo, fomento, design, tecnologia,
gestão do conhecimento, inovação em negócio e sustentabilidade. Mais informações
podem ser obtidas no site oficial www.c2i.org.br/innovationday. |
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| Patentes
e inovação tecnológica no EniFarmed |
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O 4º Encontro Nacional de Inovação Tecnológica em Fármacos e Medicamentos
(ENIFarMed), evento realizado pela Sociedade Pró-inovação Tecnológica
(Protec) e pela IPD-Farma, oferecerá no próximo dia 23 os cursos "Patentes
em Fármacos e Medicamentos" e "Projetos de Inovação Tecnológica".
O objetivo é aprofundar o conhecimento sobre a obtenção de patentes no
setor de fármacos e apresentar estratégias e ferramentas para o desenvolvimento
de projetos de inovação de acordo com os critérios de análise e seleção
das instituições que oferecem recursos, respectivamente. As aulas serão
ministradas simultaneamente das 9h às 17h no Centro de Convenções Rebouças,
em São Paulo. Os interessados podem obter mais informações no site www.protec.org.br.
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| Inscrições
prorrogadas para evento de empreendedorismo inovador |
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Até o dia 23 de agosto, os interessados podem se inscrever no XX Seminário
Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas e XVIII Workshop
Anprotec com desconto de 20%. A variação é válida tanto para os valores
destinados aos associados da Anprotec, quanto para não-associados. As
inscrições podem ser realizadas para o Minicurso (dias 20 e 21), Workshop
(dias 20 e 21), Seminário (dias 22 a 23) e Pacote Completo 1 ou 2 (de
20 a 23) em www.seminarionacional.com.br/seminario2010/inscricao.php.
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Cloud
computing ajudará governos a reduzir custos com TI
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| Andrea
Di Maio, vice-presidente e analista sênior da Gartner |
O uso dos serviços em cloud computing será fundamental para que os governos
reduzam os custos com TI. Esta é uma das principais conclusões de um relatório
emitido pela consultoria Gartner. "As organizações governamentais,
na maioria do mundo ocidental já passaram por um ou dois ciclos de corte
de custos durante os últimos anos. No entanto, como a mais recente crise
financeira global, a recuperação lenta em alguns países e o nível significativo
de dívida requerem contínua e crescente disciplina de controle, as instituições
precisam explorar novas vias para redução de custos", explicou o
autor do estudo, Andrea Di Maio, que atua como vice-presidente e analista
sênior da Gartner. De acordo com a consultoria, os riscos de segurança
de tais serviços devem diminuir ao longo do próximos anos. O que levará
muitos CIOs do setor público a investir nesse modelo. Segundo Di Maio,
a utilização da nuvem com participação comunitária é uma outra opção.
"Nós recomendamos que os líderes de tecnologia do governo considerem
as áreas onde seja possível o desenvolvimento de um programa em conjunto
com agências parceiras, facilitando o nível de serviço e de negociação
de preços", disse ele.
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Brasil
e Argentina lideram TI na América do Sul |
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Voltado basicamente para a produção de softwares e para os variados serviços
que envolvem a sofisticada tecnologia da computação, o Porto Digital transformou
o bairro histórico do recife (PE) numa referência mundial neste setor
e gerou, até agora, quatro mil empregos, além de revitalizar a área onde
está instalado. Atualmente, o Porto Digital reúne 130 instituições. Entre
elas estão 10 empresas de outros estados brasileiros, quatro multinacionais
- IBM, Motorola, Samsung, Nokia, Dell e Microsoft - e quatro centros de
tecnologia, além de empresas de fomento, como o Serviço Brasileiro de
Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Recife entrou para o reduzido
clube de cidades do mundo que mantêm centros identificados por nomes diferentes,
mas dotados da mesma estrutura e objetivos: impulsionar o conhecimento
e multiplicar a oferta de qualidade em carreiras científicas e tecnológicas,
além de transformar espaços urbanos desvalorizados em novas possibilidades
para a instalação do comércio e para a geração de empregos locais. Até
agora, o clube era formado por sete membros: Recife; Nova York e Los Angeles,
nos Estados Unidos; Dublin, na Irlanda; Barcelona, na Espanha; Shangai,
na China; e Bangalore, na Índia. O oitavo membro deste clube é Buenos
Aires. Desde 2008, quando a Câmara local aprovou o projeto, a prefeitura
impulsiona a implantação do Distrito Tecnológico da capital argentina,
que tem como modelo o Porto Digital de Recife e as demais instituições
espalhadas pelo mundo. O bairro escolhido para sediar o complexo tecnológico
é conhecido como Parque de Los Patrícios, localizado na região sul de
Buenos Aires. Antigamente um distrito industrial, Los Patrícios é formado
hoje por prédios e galpões desativados que podem ser comprados ou alugados
pelas empresas nacionais e internacionais que se interessarem por investir
no projeto. A exemplo do que aconteceu em Recife - onde a prefeitura concedeu
incentivos fiscais como, por exemplo, a redução de 5% para 2% do Imposto
sobre Serviços (ISS) para as empresas instaladas no Porto Digital -, a
prefeitura portenha concede incentivos e benefícios e planeja investir
US$ 208 milhões até 2012 para impulsionar o projeto. O Distrito Tecnológico
portenho já inclui em seu projeto a primeira empresa internacional interessada
nas possibilidades oferecidas pelo novo mercado. Trata-se da indiana Tata,
instalada em Buenos Aires desde o ano passado e que inaugurou oficialmente
os trabalhos tecnológicos no Parque de Los Patrícios. Desde então, mais
de 400 empresas e instituições nacionais e internacionais já visitaram
o distrito.
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| China,
Índia e Brasil devem liderar os gastos mundiais de TI neste ano |
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China, Índia e Brasil devem liderar os gastos mundiais com tecnologia
da informação, de acordo com estudo da consultoria KPMG, que teve como
base entrevista realizada com executivos americanos. O levantamento constatou
que quase 90% dos entrevistados esperam que as corporações em todo o mundo
aumentem os gastos de TI neste ano e destacaram a China (86%), a Índia
(57%) e o Brasil (42%), respectivamente, como os países que devem ter
o maior crescimento da receita no setor. Entre os maiores impulsionadores
do crescimento de receita nos próximos três anos no setor de tecnologia,
54% dos executivos responderam que seria a computação em nuvem (cloud
computing) e 51%, as aplicações móveis. Além disso, cerca de nove em cada
dez executivos afirmaram que esperam para os próximos 12 meses uma melhoria
nas condições de negócios no setor de tecnologia, e quase 75% disseram
esperar que suas empresas contratem ainda neste ano, enquanto mais de
um terço esperam um aumento de 7% ou mais na força de trabalho. À frente
dos EUA, todos os executivos acreditam que a maior parte das contratações
virá da China, Índia e Brasil. Para o estudo, a KPMG ouviu 130 executivos,
sendo 17 deles pertencentes a organizações com receita superior a US$
1 bilhão, 36 vinculados a companhias com faturamento entre US$ 250 milhões
e US$ 1 bilhão e 77 de empresas com receita inferior a US$ 250 milhões.
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Mercado
de software para segurança cresce 11,3% em 2010 |
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O mercado de software para segurança da informação voltará a crescer
em ritmo mais acelerado neste ano, quando deve alcançar um faturamento
de 16,5 bilhões de dólares, com um incremento de 11,3% em relação a 2009,
quando o setor acompanhou um crescimento de aproximadamente 7%. A constatação
faz parte de um relatório recém-divulgado pela consultoria Gartner. De
acordo com o levantamento, em 2010, a maior fatia do setor de software
para segurança ficará concentrada nas soluções destinadas aos usuários
finais, que somarão uma receita de 4,2 bilhões de dólares, contra 3,9
bilhões de dólares registrados em 2009. Por outro lado, as plataformas
corporativas terão um ligeiro aumento, passando de 2,9 bilhões de dólares
para 3 bilhões de dólares, na comparação ano a ano. A Gartner projeta
ainda que, nos próximos meses, as soluções vendidas no modelo de software
como serviço (SaaS) tendem a superar as vendas tradicionais de licença.
Entre os produtos mais comercializados por essa modalidade estão os gerenciadores
de acesso e de identidade ou IAM (identity and access management), que
já representam cerca de 8% dos orçamentos de segurança das corporações.
Além disso, a consultoria aponta que as questões de compliance permanecem
como um importante fator para o crescimento do mercado de software para
segurança da informação.
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| Paraná
é o Estado brasileiro mais participativo na política de e-gov |
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O Paraná é o Estado brasileiro com maior número de sites governamentais.
É o que revela o primeiro Censo da internet brasileira realizada pelo
Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), que leva o nome de Censo
na Web.br. A primeira etapa do projeto envolveu a coleta e análise dos
dados da web brasileira governamental sob domínio '.gov.br". Os resultados
foram publicados em um documento intitulado "Dimensões e características
da Web brasileira: um estudo do .gov.br". O domínio “pr.gov.br” -
pertencente ao estado do Paraná - foi o que apresentou maior participação
em números absolutos de sites, com presença de 17%. O governo federal
(.gov.br) vem em segundo lugar, empatado com o estado de São Paulo (sp.gov.br),
cada um com 14%. Em relação ao volume de dados dos sites do gênero, o
governo federal é o que apresenta maior índice, com 26% do total, seguido
pelo Estado de São Paulo, com 12%. Os demais estados apresentam índice
inferior a 10% do total da quantidade de bytes. A pesquisa registrou 11.856
sites com o domínio ".gov.br". O total de páginas HTML ficou
em 6.331.256, sendo que o número médio de páginas por site ficou em 534.
Observou-se uma maior participação em relação ao tamanho em bytes na web
governamental no agrupamento composto pelos sites do governo federal,
com 26%. no entanto, em números absolutos de sites, a região Sul apresentou
33% dos 18,7 mil sites coletados.
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| Anatel
propõe indicador de qualidade para banda larga móvel |
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Durante a audiência pública para discutir a regulamentação da gestão
da qualidade do Serviço Móvel Pessoal (SMB) realizada na semana passada,
em São Paulo, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) sugeriu
a implementação de um indicador específico para avaliar a qualidade da
banda larga móvel. Segundo a proposta da Anatel, aberta à Consulta Pública
até o dia 26 deste mês, a velocidade de conexão poderá cair, no máximo,
até a metade da capacidade contratada nos horários de pico e até 70% durante
o restante do dia. Está previsto ainda um período de adaptação de 12 meses,
nos quais será tolerada a oferta de 30% da velocidade nos períodos de
mais movimento. A agência também pretende que seja feita uma pesquisa
com os usuários para medir o grau de satisfação com os serviços. Além
disso, a relação entre o número total de reclamações recebidas na Anatel
contra as operadoras e o número total de reclamações recebidas em todos
os canais de atendimento da empresa, no mês, não deve ser superior a 2%.
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| Evento
do Gartner no Brasil tem programação especial para CIOs |
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Os líderes de negócios e tecnologia já reconhecem que não podem aplicar
as mesmas práticas de anos anteriores em suas companhias e esperar resultados
melhores nos negócios. Esta percepção e a discussão das tendências para
o mercado de TI serão alguns dos assuntos do Gartner Symposium ITxpo Brazil
2010, que será realizado pela primeira vez no Brasil. O simpósio é o principal
evento global do Gartner, líder mundial em pesquisa e aconselhamento sobre
tecnologia e supply chain. Com os tradicionais debates, sempre destaque
nas conferências, o evento traz como novidade uma agenda especial voltada
para os diretores de Tecnologia da Informação, denominada de CIO Program.
Para o vice-presidente e analista emérito do Gartner, Donald Feinberg,
os executivos possuem novas demandas para que a área de TI contribua,
efetivamente, para otimizar a produtividade, o crescimento e a inovação
nas organizações. “Os principais CIOs estão adotando novos métodos e soluções
em todos os domínios de gestão de TI, alavancando tecnologias e práticas
mais flexíveis e diferenciadas. É preciso analisar esta tendência”, destaca
o chairman do evento. Com a estimativa de reunir 250 diretores de TI de
empresas nacionais e multinacionais, o Gartner Symposium ITxpo Brazil
2010 terá sessões exclusivas com analistas do Gartner e líderes de TI
do mercado. Um dos temas de destaque é a divulgação da agenda dos CIOs
para 2011, que será realizada no dia 15 de setembro. “O CIO Program visa
a fornecer informações e ferramentas para as escolhas do momento, expandindo
o pensamento dos executivos, de maneira que contribua com a agilidade
na tomada de decisões”, ressalta Feinberg. Além das sessões especiais,
os CIOs terão disponíveis workshops, que oferecem oportunidades de interação
e exercícios práticos para aplicação de questões discutidas durante o
evento. Estão programados dois temas: “Estratégia de TI” e “Como administrar
uma gestão de serviços de TI ou a transformação dos serviços compartilhados”.
Também será apresentado um estudo de caso, que demonstrará como a Cloud
Computing ajuda as Lojas Renner em seu plano de expansão. Outra novidade
serão as clínicas de contratos para os CIOs, durante as quais os líderes
de TI poderão tirar dúvidas com os mais renomados analistas do Gartner
sobre cláusulas contratuais, bem como diagnosticar as melhores práticas
e estratégias de TI.
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| Brasil
é o primeiro país a realizar censo da Web |
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O Brasil é o primeiro país do mundo a realizar um Censo na Internet nacional.
O responsável pelo projeto “Censo na Web.br” será o Comitê Gestor de Internet
no Brasil (CGI.br), que prevê a realização de estudos sobre a rede formada
pelos sites de acesso público identificados pelos domínios ".br",
".com.br", ".org.br", ".net.br", ".gov.br"
e mais as páginas para os quais há redirecionamentos diretos, via servidor,
a partir de um site ".br". O objetivo geral é criar e divulgar
indicadores de todos os sites hospedados sob o domínio ".br",
considerando os requisitos definidos por um conselho consultivo representado
por diversos segmentos, respeitando as boas práticas de privacidade e
confidencialidade. Entre os objetivos específicos, o estudo analisará
o tamanho total da Web brasileira, incluindo o número de sites e páginas
na Web, além do tamanho em Gigabytes. Ele focará também proporção de sites
utilizando o padrão IPv6, distribuição do uso de idiomas, proporção de
tipos de tecnologias usadas nos sites, idade das páginas, geolocalização
dos servidores IP e sincronização de tempo dos servidores web. Os resultados
da primeira etapa do Censo na Web focarão a coleta e a análise dos dados
da web brasileira governamental, ou seja, os sites sob o domínio ".gov.br".
As pesquisas com os demais domínios serão feitas gradualmente, com os
resultados sendo entregues periodicamente. O CGI quer entregar o Censo
completo de todos os domínios, no mais tardar, até o começo do próximo
ano. No entanto, a entidade preferiu não estipular uma periodicidade para
divulgação dos resultados presentes nos demais domínios.
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| Substrato |
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- A fabricante de chips Intel anunciou a compra da unidade de modem para
conexões de internet a cabo da concorrente Texas Instruments. A Intel
diz que a aquisição faz parte da estratégia de investir na indústria de
internet por cabo e em eletrônicos de consumo relacionados, principalmente
set-top box para TV digital. Os detalhes financeiros da transação não
foram divulgados. Segundo Bob Ferreira, gerente geral da divisão de produtos
a cabo da Intel, o foco são os eletrônicos de consumo de alta tecnologia,
como tocadores de Blu-Ray, televisão digital e aparelhos relacionados.
- A Microsoft anunciou a data oficial de lançamento do beta público do
Internet Explorer 9 (IE9). Os internautas poderão testar o novo navegador
a partir de 15 de setembro deste ano. De acordo com a companhia, a versão
será exclusiva para os usuários do Windows 7 e de seu antecessor, o Vista.
Atualmente, cerca de 68% dos PCs com um sistema operacional da Microsoft
instalado ainda utilizam o Windows XP, lançado em 2001. O anúncio confirmou
o comentário feito em julho por Kevin Turner, COO da companhia, de que
o IE9 beta chegaria ao público em setembro.
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