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| Gestos sobre a grandeza | |
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A posição da indústria nacional no cenário econômico do país merece ser observada, sobretudo porque há um modelo de governo interessado em apoiar as empresas nacionais. Na década dos anos 1970, a participação da indústria nacional representava 40% do PIB. Quase quatro décadas depois, supõe-se que, país crescido, economia forte, o número de empresas nacionais cresceu e, provavelmente, a participação no PIB cresceu. É triste dizer que não. Embora essa condição não faça sentido, a resposta é essa mesma: não, não cresceu. Ao contrário, a participação da indústria nacional no PIB brasileiro despencou. Hoje, encontra-se em torno de 27,8% (IBGE). Ao contrário de crescer, ampliar a indústria nacional, o modelo de política determinante no Estado brasileiro, regrediu a participação nacional em 13%. Entre os BRICs, incluindo Coreia ao lado de Rússia, Índia e China, o Brasil foi o país que decaiu a participação da indústria nacional no PIB. É verdade que, muitas vezes, para criar cenários de comparação em que o país se destaca, alguns gestores cometem equívocos e exageros. Para nós, o cenário de comparação evolutiva conta quando Índia, China, Coreia e Rússia estão presentes. Não dá, ainda, apesar da economia entre as dez maiores, apropriar-se de cenários comparativos com os desenvolvidos, tampouco incluir países estáveis, porém pequenos, e, claro, os oficialmente subdesenvolvidos. Diante dos desenvolvidos, temos muito a fazer. Dos subdesenvolvidos, fizemos demais. Nem tanto, nem pouco. Mas vale lembrar que alguns dos emergentes saltaram, em uma década, de participações irrisórias para resultados destacáveis. Em pouco mais de uma década, a participação de indústrias nacionais no PIB indiano cresceu 136%. Este resultado indiano é de interesse para nós, pois implica sabermos que dá certo lá e não aqui. Uma das conclusões que empresários nacionais, profissionais envolvidos com cenários socioeconômicos e financeiros e até gestores de setores estratégicos, é a de que os indianos estão empenhados em dotar o país de políticas públicas simples, aplicáveis e acessíveis, de modo a ampliar, criar e fortalecer cadeias produtivas nacionais. É memorável saber que, em uma de suas leis de incentivo à indústria nacional, na maneira mais simples e direta, está escrito que é tarefa do Estado apoiar com recursos não reembolsáveis “ou qualquer outro apoio financeiro”. Os indianos confiam que, parte significativa do modelo de uma nação com soberania é internamente produzir. Ou, como está escrito por eles, adaptar tecnologias importadas. Do mesmo se pode falar da Coreia, um pouco mais adiantada, e da China, que iniciou seu processo concomitante à Índia. Durante esta década que se inicia, as promessas de um país onde o futuro chegou não podem ofuscar os entraves, quase todos associados ao modelo de Estado e, sendo assim, ao modelo de inserção do Estado sobre empresas e cidadãos. Mas, aqui em particular, sobre as empresas nacionais. Antever o que é necessário para os números econômicos e sociais esperados é, em qualquer país, um modelo eficaz de gestão. Agir, imediatamente, sobre as causas que impedem os resultados, a tarefa maior dos governantes. |
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*Josimar Henrique
é Presidente da Hebron Farmacêutica
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www.hebron.com.br e
Diretor Temático de Assuntos Parlamentares da
Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina, Biotecnologia
e suas Especialidades - ABIFINA -
www.abifina.org.br.
E-mail: presidencia@hebron.com.br. |
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